Economia

Taxistas prometem protestar contra o transporte clandestino na capital

Taxistas criaram uma comissão que denuncia ilegalidades no transporte de passageiros em Manaus – foto: divulgação

Taxistas criaram uma comissão que denuncia ilegalidades no transporte de passageiros em Manaus – foto: divulgação

Um grupo de taxistas organiza para esta quinta-feira (13) pela manhã manifestação pacífica contra o transporte clandestino que se espalha por todas as zonas da cidade. A ideia é chamar a atenção das autoridades municipais sobre o problema.

A categoria pretende se reunir na avenida Belmiro Vianez, conhecida como alameda do Samba, que fica ao lado do sambódromo, Zona Centro-Oeste, e seguir em passeata até à Prefeitura de Manaus, na Zona Oeste.

O grupo intitulado ‘Comissão União dos Taxistas de Manaus’ é contra o transporte ‘pirata’ realizado por kombis lotação, por carros particulares de placa cinza que têm feito transporte de pessoas, e o ‘táxi frete’ que tem, segundo denúncia, desrespeitado a lei ao transportar, além da carga, mais de uma pessoa.

“Já presenciamos caminhonetes cabine duplas e até mesmo vans, fazendo transporte de mais de um passageiro e de carga, o que é proibido por lei”, ressaltou o membro da comissão, Wilson Fernandes.

A concorrência ‘pirata’ tem gerado um prejuízo de aproximadamente 50% para a categoria. “Antes eu fazia 22 corridas por dia, agora se faço 12 é muito. Não temos tido condições nem de trocar os veículos”, afirmou o taxista José Pinheiro.

Desta forma, a categoria promete tomar as principais avenidas da cidade, cobrando maior fiscalização por parte do poder público contra os ‘piratas’.

Eles explicaram que foi feito, em abril deste ano, o agendamento de uma reunião com o prefeito de Manaus, Artur Neto, mas passados quatro meses, não obtiveram retorno.
“Solicitamos que a SMTU cumpra seu dever, de fiscalizar os ‘piratas’. Falta mais presença do poder público. Não somos contra a fiscalização, somos contra o transporte irregular”, disse o taxista Natan Nunes.

O grupo também protesta contra as altas taxas de renovação do licenciamento cobradas pelo Superintendência Municipal de Transportes Urbanos (SMTU). “Tivemos um aumento de mais de mil por cento. Antes era R$ 68, agora saltou para R$ 300”, disse Pinheiro.

Uber
Além do transporte irregular, os taxistas também se posicionam contra a utilização do aplicativo de celular Uber, que disponibiliza corridas com preços inferiores aos cobrados pelo transporte legalizado. “Nós que estamos regularizados no sistema somos contra o Uber. Ele fere as leis federais, estaduais e municipais. Cadê os juristas para questionar isso”, perguntou o taxista Natan Nunes.

Por Ive Rylo

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