Economia

Taxa de desemprego em Manaus sobe 12,7% no primeiro semestre do ano

O número de pessoas desocupadas passou de 153 mil para 221 mil- foto: arquivo

O número de pessoas desocupadas passou de 153 mil para 221 mil – foto: arquivo

A taxa de desemprego no Amazonas registrou alta de 12,7% no primeiro trimestre de 2016, de acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgada ontem (19). Um aumento de 3,3 pontos percentuais em relação ao primeiro trimestre de 2015, e de 3,6 em relação ao anterior. O número de desocupados passou de 153 mil para 221 mil (44,3%). Na comparação com igual período de 2015, o aumento foi de 40,9 pontos percentuais e 64 mil pessoas.

Como resultado, o Amazonas registrou o sexto pior resultado no nível de desocupação do país. As maiores taxas no período ocorreram nos Estados da Bahia (15,5%), Rio Grande do Norte (14,3%) e Amapá (14,3%). Na outra ponta, as menores taxas foram observadas nos Estados de Santa Catarina (6,0%), Rio Grande do Sul (7,5%) e Rondônia (7,5%).

Apesar do crescimento na taxa de desocupação, no período, no 1º trimestre de 2016, o número de empregados no setor privado com carteira de trabalho no Amazonas foi de 10,3% menor do que no mesmo período de 2015. Enquanto neste ano o volume chegou a 345 mil, no ano passado chegou a 385 mil.

Por outro lado, o número de trabalhadores por conta própria, passou de 463 mil no primeiro trimestre de 2015 para 534 mil no mesmo trimestre de 2016, um acréscimo de 70 mil pessoas ou 15,2%. No mesmo sentido, o trabalhador doméstico passou de 63 mil para 72 mil no mesmo intervalo de período, aumento de 14,1% equivalente a 9 mil pessoas.

Na Região Metropolitana de Manaus (RMM), a taxa de desocupação no período passou para 15,7%, uma alta de 5,5 pontos percentuais em relação ao trimestre anterior. Já em relação ao mesmo trimestre do ano passado, a variação foi de 4,9%. O rendimento das pessoas ocupadas também caiu na RMM para R$1.894,00, uma variação de -4,7%. Na comparação com igual trimestre do ano anterior a redução foi de -6,4%, equivalente a -R$ 130,00.

No município de Manaus a taxa de desocupação foi mais contundente e alcançou 16,6% no primeiro trimestre de 2016; um aumento de 5,8 pontos percentuais em relação ao trimestre anterior. Na comparação com igual trimestre de 2015, o aumento foi de 5,3 pontos percentuais.

Já o rendimento médio caiu de R$2.096,00 para R$2.008,00, uma diferença de 4,2 pontos percentuais a menos. Na comparação com igual período do ano passado, a queda foi de -6,1 pp; o que equivale a uma queda de -R$ 130,00 no rendimento médio do trabalhador.

O rendimento médio real habitual dos trabalhadores amazonenses ficou na média de R$1.588 e apresentou uma queda de -10,8% (menos R$191,00) em relação a igual período de 2015. Nas regiões Sudeste (R$ 2.299), Centro-Oeste (R$ 2.200) e Sul (R$ 2.098), enquanto Norte (R$ 1.481) e Nordeste (R$ 1.323) ficaram abaixo da média.

O Distrito Federal apresentou o maior rendimento (R$ 3.598), seguido por São Paulo (R$ 2.588) e Rio de Janeiro (R$ 2.263). Os menores rendimentos foram registrados no Maranhão (R$ 1.032), Piauí (R$ 1.263) e Ceará (R$ 1.285).

Analisando a ocupação por grupamentos de atividade, a pesquisa verificou que a Agricultura, Pecuária, Pesca e Aquicultura apresentou um significativo aumento no número de ocupados, passando de 286 mil no primeiro trimestre de 2015 para 312 mil no mesmo trimestre de 2016, um incremento de 27 mil postos de trabalho (9,4%). Outro grupamento de atividade que teve aumento de pessoas ocupadas foi serviços domésticos que passou de 63 mil em 2015 para 72 mil em 2016 (14,7%) ou 9 mil pessoas.

Por Asafe Augusto e assesoria

 

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