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Talento do triathlon amazonense sofre sem apoio

O Brasil sediará em 2016 o maior evento esportivo do mundo, os Jogos Olímpicos. Novamente, as grandes esperanças de medalhas estão nos esportes mais populares como futebol - foto

O Brasil sediará em 2016 o maior evento esportivo do mundo, os Jogos Olímpicos. Novamente, as grandes esperanças de medalhas estão nos esportes mais populares como futebol – foto

Conhecido por ser o país do futebol, das praias e mulheres bonitas, o Brasil sediará em 2016 o maior evento esportivo do mundo, os Jogos Olímpicos. Novamente, as grandes esperanças de medalhas estão nos esportes mais populares como futebol, vôlei e natação. O objetivo do Comitê Olímpico Brasileiro (COB) é colocar entre os cinco primeiros do quadro de medalhas, porém, para isso, um trabalho de base foi estimulado em várias capitais nacionais. Apesar disso, muitos talentos ainda continuam sem apoio para desenvolver suas técnicas e crescer no esporte. Um exemplo disso é a triatleta Bianca Dantas, 18, que está classificada para o campeonato mundial de Aquathlon, que será realizado em Chicago (EUA), mas não sabe se irá representar o Brasil por falta de condições para bancar as despesas da viagem.

“Aconteceu uma competição de aquathlon em Manaus onde terminei entre as três primeiras colocadas no geral. Durante a corrida, peguei uma canelite (inflamação da tíbia) e fui disputar o campeonato brasileiro sem minhas totais condições. Ainda consegui terminar na sexta colocação e garanti a classificação para o Mundial da modalidade que vai ser em Chicago. Mas como não tenho o visto e tudo é por nossa conta, fica difícil ir competir”, afirmou a atleta.

O grande problema encontrado por Bianca é a falta de apoio do Estado e de patrocinadores. A atleta explicou que toda a despesa é paga pela família. Para tentar ajudar, ela decidiu fazer uma rifa com objetivo de arrecadar o dinheiro para passagem e para tirar o visto americano.

“Toda a despesa é por nossa conta. Acaba sendo difícil porque tudo é muito caro. O visto, por exemplo, a passagem e hospedagem. Já fui à procura de patrocinadores e nas secretarias (de esporte), mas não adiantou. É complicado. Outros amigos que são campeões no Estado também não conseguiram. É muito difícil, você fica sem saber se vai ou não. Também não tenho patrocínio. Estou fazendo uma rifa para conseguir o dinheiro”, explicou Bia.

A atleta faz parte da equipe de natação do Colégio La Salle, onde é treinada pelo professor Victor Hugo Façanha, o Botinho. Bianca entrou no esporte tarde. Seu primeiro contato foi aos 11 anos quando começou a praticar natação. Com muita força de vontade e talento, rapidamente a atleta se destacou e no ano seguinte, entrou no triátlon.

“Com 12 anos comecei a treinar a modalidade. Me destaquei muito rápido e fui baixando o tempo. Isso estimulou a minha caminhada no esporte”, concluiu a atleta que tem como objetivo principal, representar o Amazonas em uma Olimpíadas.

Thiago Fernando Equipe EM TEMPO

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