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Tabu do Santos sem vitória no início do Brasileiro chega a 11 anos

Em 2016, o clube se vê pressionado para não ser mais uma vez coadjuvante na disputa - foto: divulgação

Em 2016, o clube se vê pressionado para não ser mais uma vez coadjuvante na disputa – foto: divulgação

Focado no Campeonato Brasileiro depois de mais um título paulista, o Santos estreou com o pé esquerdo no nacional, no último sábado (14), ao ser derrotado por 1 a 0 pelo Atlético-MG. O resultado estendeu tabu negativo da equipe, que agora soma 11 anos seguidos sem dar a largada na competição com vitória, e os jogadores deixaram o gramado da Arena Independência dando sinais de irritação.

Victor Ferraz foi quem mostrou mais desconforto na saída de campo. Um dos líderes do elenco, o lateral direito queria ter batido falta próxima à área no fim do duelo, mas o zagueiro Gustavo Henrique tomou a frente e fez a cobrança – ele acertou a barreira. Ferraz preferiu não comentar o lance por estar “de cabeça quente” e cobrou melhora para a segunda rodada.

A frustração do camisa 4 tem explicação. Nos últimos anos, apesar dos sete títulos paulistas, o bom desempenho do Santos no estadual não é espelho para o Brasileirão. Em 2016, o clube se vê pressionado para não ser mais uma vez coadjuvante na disputa.

A arrancada sem vitória, no entanto, lembra as mornas campanhas recentes. A última vez em que o Santos triunfou na primeira rodada foi em 2005, quando bateu o Paysandu por 4 a 1, na Vila Belmiro. Neste sábado, o time enfrentou os reservas do Atlético-MG, que está com a cabeça no jogo de volta das quartas de final da Libertadores, contra o São Paulo, e mesmo assim foi derrotado.

“Fizemos um jogo abaixo do que podemos fazer, mesmo sendo fora de casa. Nosso primeiro tempo foi ruim”, avaliou Victor Ferraz, que viu alguma melhora da equipe na metade final. “Agora é conseguir a primeira vitória em casa”, completou, irritado. No próximo domingo (22), o alvinegro do litoral paulista receberá o Coritiba, às 11h.

Ao fim do jogo, o elenco fez reunião prolongada no vestiário do Independência, segundo informações da Rádio Globo. Depois, Dorival Jr., na entrevista coletiva, também criticou o desempenho do time. “O início [de jogo] foi aquém do que esperávamos”, disse, “mas é uma equipe que tem condições de melhorar com o andar dos jogos”.

De “cabeça fria”, o treinador lembrou que “é só a primeira partida do campeonato”. “Não é por uma derrota que vamos generalizar a situação”, completou.

Já Gabigol, em conversa com o SporTV, minimizou o revés. “A gente sabia que seria difícil, jogar aqui é complicado, independentemente de time reserva ou não. Jogamos bem, apertamos eles, mas infelizmente não conseguimos a vitória”.

O atacante, aliás, foi o único do trio de jogadores santistas da seleção brasileira que atuou em Minas Gerais. Lucas Lima e Ricardo Oliveira, ambos se recuperando de lesões, foram desfalques. Ronaldo Mendes, no meio de campo, e Paulinho, no ataque, foram os substitutos nesta “prévia” que a equipe teve sem os seus principais jogadores.

“São jogadores de nível de Seleção Brasileira. Não tem nem o que falar. Naturalmente, vamos minimizar as saídas, mas dificilmente encontraremos [substitutos] do mesmo padrão. Não tem como manter aquilo que a equipe vinha apresentando”, admitiu Dorival. “Fatalmente acontecerá uma oscilação”.

 

Por Folhapress

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