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Dívida de R$40 mil pode ter motivado assassinato do prefeito de Maraã

Os três suspeitos de participar do assassinato do prefeito de Maraã foram encaminhados para a cadeia pública desembargador Raimundo Vidal Pessoa - foto: Ione Moreno

Os três suspeitos de participar do assassinato do prefeito de Maraã foram encaminhados para a cadeia pública desembargador Raimundo Vidal Pessoa – foto: Ione Moreno

Os três suspeitos de participar do assassinato do prefeito de Maraã (a 632 quilômetros de Manaus), Cícero Lopes (Pros), no último domingo (28), chegaram em Manaus na manhã deste Sábado (5). Os criminosos foram encaminhados para a cadeia pública desembargador Raimundo Vidal Pessoa e serão enquadrados pelo crime de homicídio, conforme explicou o delegado-adjunto da Delegacia Especializada de Homicídios e Sequestros (DHES), Luiz Rocha.

Segundo o delegado titular da DEHS, Ivo Martins, tudo indica que a motivação do crime tenha sido por conta de uma dívida com o empresário Aldemir Alves, nos valores de R$ 40 mil. O suspeito prestava serviços para a prefeitura municipal de Maraã por meio da comercialização de combustível.

O delegado Luiz Rocha, que acompanhou toda a investigação, informou que não é descartada a possibilidade de crime por motivação política. “No entanto, até o momento não existe nenhuma evidência que ligue o crime ao vice-prefeito de Maraã”, disse.

O empresário do ramo de combustível no município de Maraã, Aldemir Alves Praiano, 40, e o primo do vice-prefeito do município, Lázaro Moraes Assis, 40, são apontados pela polícia como os mandantes do crime. Já o terceiro envolvido, também primo do vice-prefeito, Marcos Aleksandro Praiano da Silva, 25, seria a pessoa responsável por cuidar da logística da ação criminosa.

Conforme Rocha, para identificar os criminosos, a polícia, assim que chegou no município de Maraã, conversou com os familiares do prefeito assassinado e também com possíveis testemunhas.

A partir daí, o delegado explicou que foi feita uma reconstituição simulada do ocorrido para poder entender a dinâmica do crime. “Diante disso fizemos o possível percurso que o infrator teria feito, e traçamos a partir daí as linhas de investigações”, disse.

De acordo com o titular da DEHS, Ivo Martinas, ao encontrar a arma de fogo calibre 16 usada no crime que findou na morte de Cícero Lopes, os investigadores identificaram os criminosos.

Outro suspeito, apontando como o autor dos disparos contra Cícero Lopes continua foragido. Rocha informou que policiais militares continuam no município, à procura do quarto elemento envolvido no crime.

Conforme o delegado, o cunhado do vice-prefeito, Adimilto Gomes de Souza, 32, é apontado como atirador pelos outros três envolvidos.

Prefeito interino

O presidente da Câmara Municipal de Maraã, Bethuel Pereira (PSDC), assumiu interinamente a prefeitura do município na tarde da última sexta-feira (4). A medida visa a garantir que o vice-prefeito Magno Moraes (PT) não assuma o posto enquanto não for comprovada sua inocência na morte de Cícero Lopes.

por: Henderson Martins

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