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Suspeito preso por atentado na Tailândia nega participação no ato

O estrangeiro preso sob acusação de envolvimento no atentado que matou 20 pessoas em Bancoc, capital da Tailândia, há quase duas semanas, negou qualquer relação com o ataque realizado contra o templo hindu.

O chefe adjunto da Polícia da Tailândia, Chakrathip Chaichinda, afirmou que o suspeito, que ainda não revelou sua nacionalidade às autoridades, se negou a confessar sua participação no atentado que deixou mais de 120 pessoas feridas.

As autoridades acreditam que o preso pertence a um grupo de falsificação de passaportes, formado por estrangeiros e tailandeses. O atentado seria uma vingança por uma operação policial contra a organização.

Segundo os investigadores, o suspeito não foi o autor do ataque, mas teria participado de sua preparação.

As autoridades admitiram que estão tendo problemas de comunicação com o detido, que aparentemente fala um pouco de inglês. Por isso, estão em contato com várias embaixadas em Bangcoc para tentar descobrir sua nacionalidade.

A princípio, a polícia disse que ele portava um passaporte turco, mas depois descobriu que o documento era falso.

O estrangeiro foi preso no sábado, em um apartamento em um distrito no nordeste de Bancoc, no qual os agentes encontraram material para fabricar bombas. Além disso, eles localizaram alguns componentes utilizados no explosivo detonado no templo de Erawan, situado em um movimentado cruzamento da capital.

O ataque, realizado contra o templo Erawan, um dos maiores atrativos turísticos do país e próximo de shoppings e hotéis, deixou 20 mortos, sendo 14 deles estrangeiros, e mais de cem feridos.

Passos firmes

Moradores do edifício onde o suspeito vivia e a polícia disseram que ele alugava quatro salas no mesmo andar. Um casal ouvido pela agência Reuters disse que ele parecia morar junto com outro homem, que seria mais alto e teria aparência similar à dele.

O homem preso, de 28 anos, era recluso mas parecia uma pessoa focada e andava de modo firme, de acordo com os vizinhos, que o viram algumas vezes rezando de joelhos do lado de fora do apartamento.

Após a tragédia, que ocorreu no coração comercial da capital, as autoridades afirmaram ser “improvável” que o ataque tivesse sido realizado por grupos terroristas internacionais.

Alguns analistas apontam motivações políticas, colocando como suspeitos a insurgência muçulmana do sul do país ou os Lobos Cinzentos, um grupo radical turco que teria promovido o ataque para se vingar da Tailândia por deportar membros da minoria turca para a China.

Por Folhapress

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