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Suspeito de matar adolescente é preso em Manaus

Amanda Cristina foi morta na madrugada de 11 de abril deste ano por Leandro do Carmo da Silva - foto: arquivo pessoal

Amanda Cristina foi morta na madrugada de 11 de abril deste ano por Leandro do Carmo da Silva – foto: arquivo pessoal

O suspeito de matar a adolescente Amanda Cristina Bezerra de Araújo, 17, por estrangulamento na madrugada do dia 11 de abril deste ano, na rua Frei Caneca, bairro Colônia Oliveira Machado, Zona Sul de Manaus, Leandro do Carmo da Silva, 28, foi preso por policiais militares na manhã de sábado (23).

Após o crime, a Polícia Civil divulgou a foto do suspeito por meio da imprensa. A prisão ocorreu após os familiares localizarem o suspeito em uma rua do bairro Redenção, Zona Oeste da cidade. Na ocasião, policiais militares da 17ª Companhia Interativa Comunitária (Cicom) realizavam patrulhamento no local, quando foram acionados pelos familiares da jovem e efetuaram a prisão de Leandro.

O suspeito foi conduzido para o 10º Distrito Integrado de Polícia (DIP) e após a confirmação de ‘Procurado pela Justiça’ foi encaminhado a Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS), situado na Zona Leste.

De acordo com os policiais militares, a mãe da adolescente, Ana Cristina Bezerra, 37, a família recebeu a informação que durante a semana Leandro foi visto nas ruas do bairro Redenção.

Leandro do Carmo da Silva, 28, foi preso por policiais militares na manhã de sábado (24), no bairro Redenção, Zona Oeste de Manaus - foto: divulgação

Leandro do Carmo da Silva, 28, foi preso por policiais militares na manhã de sábado (24), no bairro Redenção, Zona Oeste de Manaus – foto: divulgação

“A família da jovem decidiu ir até o bairro por meios próprios iniciou as buscas, onde conseguiram pela felicidade localizar o Leandro, e depois preso pela guarnição que passavam pelo local. Agora a família espera que a Justiça prevaleça e o suspeito seja julgado pelo crime que praticou”, contou a Ana Cristina aos policiais.

Após ser preso, Leandro revelou que estava bastante drogado no dia do crime e, que não recordava como havia enforcado Amanda e que imaginava que ela estivesse apenas desmaiada e em seguida voltou a se drogar.

Segundo a versão de Leandro para a família da vítima, explicou que entrou pelo buraco do ar-condicionado do imóvel, abriu a porta do quarto e encontrou a adolescente dormindo que ao perceber sua presença se desequilibrou da cama.

“Ao entrar no quarto, a Amanda se assustou e caiu da cama e depois não me lembro de mais nada e logo em seguida fui embora”, contou para a mãe da vítima.

Questionado pela mãe da Amanda, o suspeito negou ter cometido agressão física contra a vítima. A jovem foi encontrada nua pelo pai com uma toalha envolta do pescoço, inchaço no rosto, além das mãos e pernas amarradas.

De acordo com o relatório do laudo do Instituto Médico Legal (IML), Amanda sofreu traumas no maxilar e mandíbula e morte por asfixia.

Na sede da DEHS que investiga o caso, o titular da Especializada, Ivo Martins, informou que o suspeito preso prestou depoimento e será apresentado para a sociedade durante a coletiva de imprensa, às 9h30, na manhã de segunda-feira (25), e ressaltou a importância da divulgação da imagem do suspeito pela imprensa.

“A ampla divulgação da foto do suspeito pela imprensa foi determinante para que tornasse Leandro ficar conhecido e ser denunciado pelas pessoas até ser preso”, comentou o delegado.

Entenda o crime

Na tarde do dia 11 de abril, a adolescente Amanda Cristina Bezerra de Araújo, 17, foi encontrada morta pelo pai despida, com sinais de estrangulamento, além das mãos e pernas amarradas dentro de um apartamento, localizado na rua Frei Caneca, bairro Colônia Oliveira Machado, Zona Sul da capital amazonense.

Durante as investigações na cena do crime, uma suposta namorada da adolescente, que não teve o nome revelado, chegou a ser mencionada como autora do assassinato, porém a família descartou a hipótese e negou que Amanda mantivesse relacionamento homoafetivo com a mulher.

Na ocasião, uma vizinha da vítima, que teve o seu nome preservado, contou aos investigadores da DEHS, que viu Leandro sair do imóvel por volta das 4h, e não foi mais visto no bairro depois do crime.

 

Por Josemar Antunes (especial EM TEMPO Online)

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