Política

Suspeita de bomba isola frente do Palácio do Planalto

O Esquadrão de Bombas da Polícia Militar do Distrito Federal foi acionado nesta quarta-feira (24) para averiguar o conteúdo de três volumes abandonados em frente à rampa do Palácio do Planalto, em Brasília.

Às 15h30, o trânsito do local tinha sido isolado e três viaturas do Bope, três carros do Corpo de Bombeiros, quatro ônibus da PM, viaturas e motos policiais já haviam chegado às imediações do Palácio do Planalto e se preparavam para iniciar a verificação do que parece ser uma mala e duas mochilas.

Por volta das 15h45, quando a ação para averiguar o conteúdo das malas foi iniciada, manifestantes que se concentravam em frente ao STF (Supremo Tribunal Federal) cruzaram a Praça dos Três Poderes em direção ao Palácio do Planalto, rompendo as grades de proteção.
Aparentemente, os manifestantes não sabiam que estava ocorrendo uma ação antibomba no local.

O movimento causou corre corre entre os policiais e seguranças da Presidência da República, que tentaram conter às pressas os manifestantes. Uma das pessoas que protestava conseguiu romper o bloqueio e foi contida com golpes de cassetete. Gás de pimenta também foi usado para dispersar o tumulto.

A presidente Dilma Rousseff está em seu gabinete e o GSI (Gabinete de Segurança Institucional) disse, por meio de sua assessoria, que vai se pronunciar, por meio de nota, somente no fim da ação.

Objetos pessoais

Segundo o capitão Eduardo Matos, comandante do Esquadrão de Bombas do Bope, a segurança da Presidência da República informou que um homem deixou os três volumes em frente ao Palácio do Planalto por volta do meio-dia desta quarta e seguiu para o ponto de ônibus que fica nas imediações.

As informações foram conseguidas após consulta às câmeras de segurança do Palácio do Planalto.
Às 17h50, duas das três mochilas já haviam sido averiguadas pelo robô do Esquadrão de Bombas. Dentro delas, segundo o capitão Matos, foram encontrados objetos de higiene pessoal, equipamentos eletrônicos, livros e roupas.

O robô utilizado para a averiguação possui três câmeras que orientam seus movimentos e transmitem imagens para uma tela monitorada por agentes do Bope.
Às 18h, a terceira mochila seria averiguada.
“Por questões de segurança, trabalhamos com o grau de periculosidade máximo, e estamos sempre em contato com a segurança da Presidência da República”, disse Matos.
A presidente Dilma, porém, não deixou o Palácio durante a ação.

“Não podemos fazer recomendações à segurança da presidente”, completou o capitão.
Depois que for descartada a presença de explosivos nas mochilas, elas passarão por inspeção de cães farejadores, antes de serem abertas e seguirem para a perícia da Polícia Civil.

Por Folhapress

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