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Susam determina abertura de sindicância no Hospital de Jutaí

Após chegar à capital no final da tarde desta segunda-feira, a criança seria levada para a Unidade de Cuidados Intensivos Neonatais da Maternidade Ana Braga - foto: divulgação

Após chegar à capital no final da tarde desta segunda-feira (1º) a criança seria levada para a Unidade de Cuidados Intensivos Neonatais da Maternidade Ana Braga – foto: divulgação

Cinco dias após o nascimento do casal de gêmeos prematuros em Jutaí (distante 750 quilômetros de Manaus), a Secretaria de Estado de Saúde do Amazonas (Susam) determinou nesta segunda-feira (1º) que seja aberta sindicância para apurar as circunstâncias do atendimento prestado aos bebês nascidos no Hospital do município.

O secretário Pedro Elias informou que na manhã de hoje foi enviada ao município uma equipe formada por três técnicos da Secretaria Adjunta de Atenção Especializada do Interior, para iniciar o trabalho de apuração. Um dos gêmeos prematuros, que apresentava maior fragilidade respiratória, foi a óbito poucas horas após o nascimento. O outro bebê, que já havia recebido alta hospitalar na tarde de sábado, voltou a ser internado na madrugada de domingo (31).

A Unidade de Terapia Intensiva (UTI) aérea enviada ao município irá remover o recém-nascido para Manaus. A criança, que deve chegar à capital no final da tarde desta segunda-feira, será levada para a Unidade de Cuidados Intensivos Neonatais da Maternidade Ana Braga.

Embora o médico que atendeu a criança no Hospital de Jutaí não tenha solicitado suporte intensivo para remoção, devido o bebê estar com o quadro de saúde estável, fazendo apenas uso de oxigênio em intervalos, a Susam considerou mais seguro removê-la em aeronave do tipo UTI.

Para evitar que a criança fosse removida primeiramente para o município de Fonte Boa, já que Jutaí não dispõe de aeroporto, a aeronave escolhida para montar a UTI foi do tipo anfíbio, permitindo acesso direto ao município.

A direção do hospital de Jutaí informou que os gêmeos nasceram prematuros de 7 meses e que a menina tinha um quadro pulmonar mais debilitado. Mesmo tendo sido submetida aos mesmos procedimentos que o irmão, não resistiu devido ao quadro de infecção respiratória aguda de etiologia alveolar, ocasionada por síndrome de membrana hialina, principal complicação de prematuridade.

A direção destacou que a falta da máscara de venturi, que não estava disponível na unidade e que foi substituída pelo material improvisado de garrafa pet, não teria contribuído para o óbito do bebê. As circunstâncias do atendimento estão sendo apuradas para as medidas cabíveis, além das providências imediatas já adotadas. O médico que realizou o procedimento é contratado pela Prefeitura de Jutaí.

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