Dia a dia

Susam ainda não encontrou soluções para quitar salários atrasados de servidores

O estado está impedido judicialmente de efetuar os pagamentos aos servidores das empresas envolvidas na Maus Caminhos – foto: Ricardo Oliveira

O estado está impedido judicialmente de efetuar os pagamentos aos servidores das empresas envolvidas na Maus Caminhos – foto: Ricardo Oliveira

O levantamento do valor total dos recursos que devem ser destinados ao pagamento dos salários atrasados dos funcionários das empresas vinculadas ao Instituto Novos Caminhos (INC) envolvido no esquema de desvio de verbas do Fundo Estadual de Saúde, identificado pela Operação Maus Caminhos, da Polícia Federal foi solicitado pelo Ministério Público do Trabalho no Amazonas (MPT-AM) à Secretaria de Estado de Saúde (Susam), durante uma reunião realizada na última quarta-feira (28) à tarde.

De acordo com o secretário estadual de saúde, Pedro Elias de Souza, como o Estado está impedido de repassar recursos para as instituições que estão sendo investigadas pela Polícia Federal por desvio de dinheiro público, os funcionários ligados às empresas investigadas não estão recebendo o salário. Ele destacou que hoje a preocupação é achar uma solução para negociar os débitos com os servidores, para que o sistema da rede de saúde não paralise.

“A própria Susam foi quem solicitou essa reunião, pois a nossa preocupação hoje gira em torno da quitação dos salários atrasados dos médicos, enfermeiros, assistentes e técnicos. Queremos encontrar uma alternativa para que possamos pagar esses colaboradores. Será feito um estudo e entregue ao MPT para que seja iniciada uma negociação dentro da legalidade. Na próxima semana teremos alguma novidade em relação a essa situação”, frisou.

Protesto

Na última segunda-feira (26), Pedro Elias esteve reunido com os funcionários terceirizados da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) 24h Campos Salles, no Tarumã, Zona Oeste que ameaçavam cruzar os braços caso o Estado não quitasse os salários atrasados. Na ocasião, o secretário garantiu aos colaboradores que iria achar meios legais para resolver o problema. No mesmo dia, uma reunião foi realizada com a Casa Civil para discutirem o caso. Aproximadamente 100 servidores, entre terceirizados e concursados, da UPA Campos Salles, suspenderam as atividades e realizaram um protesto, na segunda-feira, devido ao atraso no pagamento.

“Temos duas situações, uma é a determinação da Justiça Federal que impede o repasse do recurso para o pagamento dos salários e outra que nós como governo precisamos tomar medidas para continuar o atendimento à população, sem interrupções. Vamos ver de que maneira iremos em juízo tratar desse assunto, sem deixar de seguir as determinações da justiça federal”, observou Pedro Elias.

Por Gerson Freitas

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