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Surto de cólera mata mais de 50 pessoas no Quênia

Mais de 50 pessoas morreram no Quênia em um surto de cólera, que infectou mais de 2 mil pessoas em dez cidades e várias favelas da capital Nairóbi, informaram hoje os meios de comunicação local.

O jornal Daily Nation informou que o número de mortos pela doença supera os 50, enquanto o Ministério da Saúde queniano assegurou que foram registrados 42 mortos e 2.156 casos de cólera entre dezembro, quando começou o surto, e 5 de maio, admitindo o rápido avanço da doença.

Organizações de saúde do país consideram que o avanço da doença, uma infecção diarreica aguda causada pela ingestão de alimentos ou água contaminados deve-se à falta de higiene, especialmente entre as famílias mais pobres.

Os governadores dos municípios de Embu e Meru, onde se registaram várias mortes no fim de semana, disseram ao jornal que estavam trabalhando para prevenir o contágio entre a população.

“Já pedimos às autoridades de saúde que fechem todos os restaurantes e outros estabelecimentos de comida que não cumpram as medidas de limpeza necessárias”, declarou o representante do Ministério da Saúde em Meru, o médico William Muraah.

Até ao momento, registraram-se sete mortes em favelas de Nairóbi, como Kibera, Mukuru e Mathare, entre outros.

Na capital queniana, foi proibida a venda de comida em barracas de ruas e o diretor da Saúde de Nairóbi, o médico Robert Ayisi, informou que está sendo pulverizado cloro na água das áreas afetadas. Além disso, uma equipe de vigilância está ensinando à população elementos básicos de higiene.

Nas favelas de Nairóbi, as casas são construídas com materiais precários, perto de valas que são usadas como esgoto e que muitas vezes contaminam a água que a população utiliza para beber e cozinhar.

O cólera, que registra situação endêmica em muitas regiões de África e que aparece com frequência, é uma doença contagiosa transmitida sobretudo pelo consumo de água ou alimentos em estado precário de conservação. Os sintomas principais são diarreia, vômitos e febre. A doença pode ser fatal se não for tratada rapidamente.

Da Agência Lusa via Agência Brasil

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