Dia a dia

Surgem mais denúncias contra médico obstetra em Manaus

 

 Médico ainda prestará esclarecimentos ao Conselho de Medicina – foto: leitor


Médico ainda prestará esclarecimentos ao Conselho de Medicina – foto: leitor

Novas denúncias continuam a surgir contra o ginecologista e obstetra Armando Araújo, acusado de cobrar pelos partos cesáreos em maternidades públicas. Em uma delas o médico é acusado de ter deixando uma agulha dentro da paciente, fazendo com que ela ficasse estéril.

A nova denúncia foi realizada pelo vigilante, Vladison de Souza, 32. Conforme ele, a filha, que está com um ano, possui problemas respiratórios decorrentes do parto mal feito por Armando. Conforme Vladison, em 27 de agosto do ano passado a bolsa da esposa rompeu e eles procuraram a maternidade Nazira Daou, Zona Norte, onde o médico Armando era o plantonista do dia e realizou o parto.

Segundo Vladison, o médico forçou a filha a sair, empurrando a criança da barriga de sua esposa. Após o nascimento ele foi informado que a criança tinha sido transferida para Unidade de Terapia Intensiva (UTI), pois havia engolido restos de fezes, da placenta e estava com sérios problemas respiratórios.

“Minha filha ficou entre a vida e a morte. Foram 15 dias terríveis. Ainda hoje sofremos  com o que aconteceu. Hoje minha filha vive internada nos hospitais. Quando ela receber alta vamos procurar os nossos direitos e depor contra esse médico, não consigo entender como este homem continua a exercer a profissão”, desabafou.

De volta ao trabalho

Na última semana, o médico Armando Araújo voltou a exercer as atividades no Instituto da Mulher. O retorno às funções normais, mesmo depois de tantas denúncias, foi denunciado por um enfermeiro da unidade. A volta ao trabalho do médico, porém, está em conformidade com a lei, de acordo com o presidente do Conselho Regional de Medicina (CRM), médico José Bernardes Sobrinho. Ele esclareceu que como o caso ainda está em sindicância, nenhuma providência pode ser adotada de imediato.

“Desde a primeira denúncia até hoje (ontem) se passaram 20 dias da sindicância. Esse processo de investigação tem prazo inicial de 30 dias, prorrogáveis por mais 30 dias até o fechamento do caso. Armando ainda deve apresentar suas provas de defesa. Mais denúncias devem ser feitas  no CRM”, orientou.

Por Isabelle Valois (Jornal EM TEMPO)

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