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STJ suspende liminar e mantém aumento no valor da passagem de ônibus em Manaus

Para obter o aumento na Justiça, o Sinetram se baseou em estudo da consultoria Ernest Young - foto: Marcio Melo

Para obter o aumento na Justiça, o Sinetram se baseou em estudo da consultoria Ernest Young – foto: Marcio Melo

O Superior Tribunal de Justiça (ST) suspendeu a liminar que impedia o reajuste na tarifa do transporte público de passageiros, em Manaus. A decisão reestabelece o aumento no valor da passagem que passa de R$ 3 para R$ 3,55. A decisão foi a favor de recurso do Sindicato das Empresas de Transporte Passageiros do Estado do Amazonas (Sinetram), que havia recorrido da decisão do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM), em abril. O índice de aumento foi de 12,37%.

Para obter o aumento na Justiça, o Sinetram se baseou em estudo da consultoria Ernest Young. O preço da passagem se ônibus em Manaus está congelado há três anos, período em que a prefeitura e o governo do Estado pagam subsídio de R$ 1 milhão cada, por mês, às empresas.

“Com esse reajuste não significa que o usuário vá pagar esse preço, como não é pago hoje por conta do subsídio. Para nós, o importante é que seja definido um preço justo e que cubra os custos do sistema. Assim, poderemos arcar com os custos do serviço, o que não vem ocorrendo atualmente”, disse o presidente do Sinetram, Carmine Furletti.

Carmine lembra que, desde agosto de 2011, quando foram assinados os contratos de concessão do serviço, até 31 de março deste ano, a inflação, segundo o INPC/IBGE, foi de 39,76%. “Os custos específicos do transporte coletivo de Manaus aumentaram em 49,91%”, declarou.

Furletti também citou que, entre 2011 e 2016, a tarifa foi reajustada em 14,58%, sendo que, no mesmo período, o reajuste foi de 50,73% em São Paulo, 39,62% em Belo Horizonte, 52% no Rio de Janeiro, 33,33% em Cuiabá, 48% em Curitiba, 38,89% em Porto Alegre e 37,50% em Fortaleza.

Conforme o Sinetram, a dada para iniciar a nova cobrança ainda não foi definida, pois primeiro a prefeitura será comunidade e após uma reunião com o órgão será definido a data.

Mais uma paralisação

Pelo menos 30 mil passageiros ficaram sem ônibus do transporte público, na manhã desta quarta-feira (4), em Manaus. Eles foram prejudicados com a paralisação de 33 ônibus da empresa São Pedro, que faz linha para as Zonas Oeste, Centro Oeste, Norte e Centro da cidade. Motoristas e cobradores não saíram da garagem para pressionar a empresa a conceder reajuste salarial. A data base da categoria é 1º de maio e o Sindicato dos Rodoviários exige 20% de aumento. “A nossa frota é de 134 ônibus, saíram somente 101” disse um supervisor da Viação São Pedro, que preferiu não se i dentificar.

As linhas que deixaram de circular são: 013, 011, 100,101,102,120,126, 128,210,211, 221, 306,320-, 321,323,324, 450, 626. A paralisação surpresa vem sendo usada pelo sindicato para pressionar as empresas. Diariamente, há paralisação de ônibus de empresas diferentes. O Sindicato das Empresas de Transportes do Estado do Amazonas (Sinetram) informou que por volta das 10h os ônibus começaram a circular.

O Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários em Manaus (STTRM) anunciou uma nova paralisação, de 30% da frota, a partir das 4h desta quinta-feira (5). “Faremos uma nova paralização sim. Iremos paralisar obedecendo a liminar do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) que impede a categoria de fazer uma greve de 100% dos coletivos. Enquanto não for ajustado o dissidio, iremos continuar fazendo greve”, garantiu o presidente da STTRM, Givancir de Oliveira.

Por equipe EM TEMPO Online

1 Comment

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  1. Paulo Menezes

    4 de maio de 2016 at 20:46

    As empresas de ônibus sabem que devem cumprir com os serviços de qualidade e preço justo. Todos os empresários sabem que o serviço está debaixo do controle de uma Concessão Pública sujeita a normas próprias. Comparar Manaus, uma capital regional, com cerca de 1.802.014 habitantes, e com uma área territorial de 11.401,092 Km², mal servida há décadas desde sua implantação desse modal em nossa cidade, nos anos de 1940, em detrimento dos serviços de massa (bonds, metrôs etc). Cidade essa que pode-se cortá-la de Noste à Sul e de Leste à Oeste em questões de breves minutos. A cidade está fadada a rotas labirínticas, demoradas, lentas, sem estrutura, sem abrigos, sem sinalização adequada de rotas, falta de placas das rotas, tona a vida do cidadão manauara que depende de ônibus mal administrados um tormento inigualável e claro pagando um alto preço por poucos kilometros. Nem venha comparar Manaus com as grandes metrópoles pois ainda não o somos e ficamos à mercê dos ditadores empresariais do segmento de transportes que oferecem péssimos serviços, rotas antiquadas, inseguras, com veículos sujos e decadentes sem importar-se com o bolso do falido cidadão civil.

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