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Startups amazonenses se preparam para novos mercados

 

Startups amazonenses participaram de um processo de pré-aceleração realizado pela Coca-Cola em parceria com a Artemisia, por meio do “Open Up The Boat Challlenge”, no Iberostar Grand Amazon – foto: Emerson Quaresma

Startups amazonenses participaram de um processo de pré-aceleração realizado pela Coca-Cola em parceria com a Artemisia – foto: Emerson Quaresma

O total de 15 startups, com propostas inovadoras focadas no desenvolvimento econômico a partir do desenvolvimento socioambiental da Amazônia, terá acesso a encubação, ampliação da rede de parceiros, acesso a mercados e bem como a rede de investidores a partir deste ano.

Elas participaram do processo de pré-aceleração, durante a imersão na segunda edição do “Coca-Cola Open Up The Boat Challenge”, realizado pela Coca-Cola Brasil em parceira com a organização sem fins lucrativos Artemisia, a bordo do navio Iberostar Grand Amazon.

O alcance ao novo patamar de desenvolvimento dos negócios será facilitado com uma rede formada por empresas e organizações que participaram como mentores e convidados das atividades de dois dias, sobre o rio Amazonas, numa viagem de Parintins para Manaus. Entre elas estão: Natura, Fundação Amazonas Sustentável (FVS), Vox Capital, Instituto de Manejo e Certificação Florestal e Agrícola (Imaflora), Fundação Getúlio Vargas, Impact Hub Manaus, Ocean Manaus da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), Potencia Ventures, Global Shapers Manaus, WTT Venture, Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), entre outras.

As startups foram selecionadas pela Artemisia, segundo a gerente de relacionamento institucional, Priscila Martins, entre, aproximadamente, 200 negócios da Região Norte e de outros Estados brasileiros.

Os negócios que participaram dos desafios compõem os segmentos como agricultura sustentável, água, empreendedorismo, saúde/bem-estar e sociobiodiversidade. Algumas até praticam suas vendas.

“O objeto foi fomentar o ecossistema de negócios de impacto na região amazônica. Com a Coca-Cola buscamos entender quais eram os cinco grandes eixos que tinha relação com desafio e oportunidade na Amazônia, para atacar os problemas de forma escalada, com a meta de alcançar o maior número de pessoas da região, a partir de modelos de mercado que são um bom meio para gerar o impacto socioambiental”, explicou Priscila.

Segundo ela, durante a imersão no “The Boat Challenge”, os mentores e convidados deram suporte aos negócios que já têm uma solução pronta nos diversos segmentos, mas que o modelo de negócio e de mercado ainda não estava muito claro. “Nessa experiência buscamos fazer que elas avançassem no que elas teriam que viver sozinhas, e buscamos antecipar que elas evitem problemas, para que o negócio prospere mais rápido e que elas tenham caixa. Enquanto elas estão aprendendo, errando e acertando, queimam caixa e às vezes implica na morte de uma startup porque a grana acaba”, pontuou.

Foco na Amazônia

Para o diretor de valor compartilhado da Coca-Cola, Pedro Massa, a busca por impulsionar o desenvolvimento socioambiental, por meio de startups, tem uma relação com a discussão da nova matriz econômica do Estado.

“Tivemos várias iniciativas que trabalham com o conceito da economia da floresta em pé, respeitando a vocação do Amazonas. Tem, por exemplo, startups que trabalham com o cacau sustentável, o açaí e o extrativismo de óleos. Fomentamos o empreendedorismo da floresta”, disse.

Responsável pela organização do “The Boat Challenge”, Massa disse que a empresa, que está no Amazonas há 26 anos, tem buscado nos últimos 2 anos usar melhor as suas vocações a serviço do Estado.

“Então, a proposta do ‘The Boat Challenge’ é conectar as redes, com mentores parceiros do nosso negócio, com o objetivo de potencializar essas startups e tentar juntar a agilidade daquelas que tenham uma preocupação genuína de gerar impacto social positivo para a Amazônia, com a capilaridade, o tamanho e a escala do negócio da Coca-Cola”, disse.

Maturidade

Diferente da primeira edição, que tinha como foco buscar ideias que pudessem potencializar as riquezas da Amazônia ou resolver alguns dos seus problemas, neste ano, Massa explicou que a organização centralizou esforços em startups com nível de maturidade maior do que a da vez anterior, com negócios em andamento.

“Entendemos que a contribuição seria maior com os negócios que já estão vingando e, portanto, o impacto para o Estado seria maior, uma vez que muitas que participaram no ano passaram não conseguiram vingar”.

Para Massa, startups participantes têm um potencial de impacto econômico, social e ambiental enorme para o Estado. “E tudo vai depender da escala que vamos dar. A iniciativa do açaí, em Carauari, por exemplo, eles fazem um pré-beneficiamento nas comunidades, o que pode gerar um impacto gigante de como distribuir melhor a renda ao longo dessa cadeia produtiva. A iniciativa do cacau com a busca no comércio para outros países também”, comentou.

 

Por Emerson Quaresma

 

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