Economia

Start-ups de Manaus rumo ao cenário internacional

 

Nos últimos mapas brasileiros sobre o incentivo a empresas nascentes de base tecnológica – os start-ups – construído pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), o Estado do Amazonas não aparece com nenhuma iniciativa de aceleradoras de start-ups selecionada pelo programa Start-up Brasil.

 

 

Mas, segundo empresários do seguimento, esse cenário está prestes a mudar, uma vez que, projetos iniciados no ano passado estão próximos de ser apresentados ao mercado, de forma escalonada, o que permitirá a eles um alcance mundial.

A afirmação é possível, uma vez que, produtos tecnológicos, que estão sendo materializados pela aceleradora Fabriq Centro de Soluções terão pré-lançamento realizado na Feira do Empreendedor. O evento que é promovido pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae-AM) será realizado entre os dias 24 e 27 de abril deste ano, no Clube do Trabalhador Sesi, com objetivo de fomentar o empreendedorismo no Estado.

Segundo o diretor-executivo da Fabriq, Fredson Encarnação, a empresa apresentará no seu stand produtos de nichos de mercado pouco explorados, oriundas de três start-ups selecionadas pela aceleradora. Batizadas pelos nomes Agiis, Efisis e Praquerumo, as empresas nascentes, que são formadas por jovens empreendedores, após a feira, terão um prazo de seis meses para apresentarem os seus produtos finais ao mercado.

Encarnação informa que a Agiis trabalha hoje sobre um aplicativo de votação eletrônica, baseada num conjunto de automação que integrará TVs e tablets, cujo mercado envolve clientes que precisam tomar decisões baseadas em votos.

A Efisis, por sua vez, de acordo com o empresário, está desenvolvendo um kit integrado de hardware e software de monitoramento do consumo de energia (elétrica, água, GLP, ar comprimido, óleo e vapores), que permitirá às organizações tomarem medidas voltadas para eficiência energética, com ganhos de economia e preservação ambiental.

Já o start-up Praquerumo avança com a construção de uma plataforma multilateral on-line, a qual incentivará a comercialização de serviços de turismo de experiência e de aventura, que começará pela Amazônia. Conforme o empresário, este novo canal será lançado nas línguas portuguesa, inglesa e espanhola.

De olho, no mapa da MCTI, que oferece recursos de até R$ 200 mil à aceleradoras, a Fabriq que iniciou a sua fase de posicionamento no terceiro trimestre de 2013, e no segundo chegou a entrevistar até 37 start-ups, tem como plano de expansão a meta de acelerar dez empresas, até o final deste ano.

Para o empresário, o primeiro retorno da aceleradora não é financeiro, o que deve ocorrer a partir de 2015. “Estamos trabalhando muito mais para o fortalecimento do ecossistema de inovação e para criar uma plataforma de trabalho sólida, que nos permita fazer dele uma referência em termos de inovação”, sustenta.

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