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SSP afasta delegado de Juruá suspeito de assédio

 delegado saiu da função ontem e vai responder a três processos administrativos disciplinares instaurados pela Corregedoria-geral do Sistema de Segurança Pública do Amazonas - foto: Alberto César Araújo

delegado saiu da função ontem e vai responder a três processos administrativos disciplinares instaurados pela Corregedoria-geral do Sistema de Segurança Pública do Amazonas – foto: Alberto César Araújo

Depois de ser denunciado por familiares de vítimas, por um deputado estadual, por um promotor de Justiça e pela imprensa local durante 20 dias, o delegado de Juruá Daniel Pedreira da Trindade é afastado do cargo. O delegado saiu da função ontem e vai responder a três processos administrativos disciplinares instaurados pela Corregedoria-geral do Sistema de Segurança Pública do Amazonas.


A investigação ocorreu em Juruá (a 671 quilômetros de Manaus) entre 9 e 13 de junho, feita por uma equipe liderada pelo delegado Renato Fonseca de Carvalho. A autorização para o inquérito é assinada pelo corregedor-geral Leandro Almada da Costa, no último dia 8.
De acordo com a Secretaria de Segurança Pública (SSP), o delegado Daniel vai responder por “envolvimento com diversas adolescentes da cidade de Juruá, com idades entre 14 e 17 anos; as circunstâncias em que dois ‘funcionários’ pessoais de Daniel exerceriam funções públicas na unidade policial (um deles com antecedentes por crime de tráfico de drogas); bem como as circunstâncias em que teria ocorrido, com a anuência e supervisão do delegado Daniel, da luta corporal travada entre dois presos no interior da carceragem da delegacia, um deles ilegalmente custodiado”.
As penalidades disciplinares para as infrações investigadas pela Corregedoria-geral vão de advertência à demissão, tendo sido enviadas cópias ao Delegado-geral da Policia Civil para análise quanto a possíveis crimes e medidas referentes ao estágio probatório do servidor.
Segundo os familiares das vítimas que denunciaram Daniel, o delegado é suspeito de aliciar meninas com idades entre 11 e 16 anos, ao invés de adolescentes entre 14 e 17 anos, como considera a SSP.

Denúncias paradas
O Ministério Público do Estado do Amazonas (MPE/AM) recebeu duas denúncias a respeito do único delegado de Juruá, Daniel Pedreiro da Trindade. Nas duas denúncias o policial é acusado de ter assediado e abusado sexualmente de uma adolescente de 14 anos de idade e mais outras cinco meninas, com idades entre 11 e 16 anos.
As denúncias foram encaminhadas ao MPE/AM pelo deputado estadual Luiz Castro, que é membro da Frente Parlamentar de Enfrentamento à Violência Sexual contra a Criança e o Adolescente (Frempa), e pelo promotor de justiça Gerson de Castro Coelho, da primeira Promotoria de Justiça de Lábrea, designado para a Promotoria de Juruá.
Os processos ainda estão parados na Secretaria Geral do órgão.Além de abuso sexual de menores de idade, o delegado é acusado de promover luta-livre entre os encarcerados da delegacia.

Dano moral
O delegado decidiu processar uma das pessoas que o denunciou. Trata-se da mãe de uma de suas vítimas, cujos nomes são mantidos em sigilo como determina o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).O processo judicial é datado de 1 de junho. O delegado pede R$ 31.520 de indenização por dano moral. O processo está parado.

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