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Spielberg e Scorsese apoiam ‘revolução cinematográfica’ do criador do Napster

Sean Parker já fez parte do Facebook e inventou o Napster, serviço de compartilhamento de arquivos que fomentou a pirataria musical

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Sean Parker, 36, recrutou figurões hollywoodianos como Martin Scorsese, J.J. Abrams e Steve Spielberg em apoio à plataforma Screening Room, com a qual planeja revolucionar a indústria do cinema, informou a revista americana “Variety”.

A iniciativa busca disponibilizar filmes na casa do consumidor no mesmo dia em que estreiam nos cinemas, removendo o período de carência entre o lançamento no circuito e a chegada a serviços como a Netflix, o iTunes e as locadoras tradicionais.

A ideia enfrenta a resistência de executivos de distribuição e exibição, que temem as consequências para as salas de cinema e a pirataria. Para aplacá-la, o criador do Napster propôs compensar os exibidores em US$ 20 para cada US$ 50 gastos no serviço, além de dois ingressos para o filme escolhido, de modo a incentivar a ida ao cinema.

O apoio de grandes diretores como Abrams, Scorsese, Spielberg, Peter Jackson e Ron Howard também tenta vencer a relutância dos executivos. Segundo a “Variety”, alguns deles chegaram a investir na plataforma de Parker e todos têm ações da empresa. O vice-presidente de Sony Pictures, Jeff Blake, também é sócio e consultor do projeto.

“A Screening Room expandirá o público de um filme ao invés de migrá-lo do cinema para a sala de estar. Ela não coloca o estúdio contra o dono do cinema, mas respeita os dois”, argumentou Peter Jackson, diretor de “O Senhor dos Anéis”. “É estruturada para dar suporte a longo prazo aos exibidores e distribuidores, resultando em maior sustentabilidade para toda a indústria.”

O apoio à plataforma de Sean Parker marca uma mudança de postura do cineasta neozelandês. Em 2011, ele foi um dos maiores críticos da DirecTV, na época à frente de um serviço de aluguel de filmes 60 dias após seus lançamentos nos cinemas -período mais longo que o oferecido pela Screening Room, mas ainda menor que a carência atual entre a estreia e a locação de títulos.

“Era um conceito que, eu acreditava, levaria à canibalização do lucro das salas de exibição, para detrimento da indústria cinematográfica”, justificou-se Jackson. “A Screening Room foi projetada com muito cuidado para atrair uma audiência que não vai ao cinema. Essa diferença de abordagem e a estratégia robusta anti-pirataria é o motivo dela ter meu apoio.”

Para ser colocada em prática, a iniciativa depende da colaboração dos estúdios para o licenciamento dos filmes. Se emplacar, o console necessário para funcionamento custará US$ 150, mais US$ 50 por cada filme alugado, que poderá ser visto quantas vezes o consumidor julgar necessário durante 48 horas.

Por Folhapress

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