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Sorteio definirá vagas de licitação para mototaxistas nos próximos dias

O presidente da Central Única dos Mototaxistas, Paulo Falcão, comentou que apesar da insatisfação de alguns mototaxistas - foto: divulgação

O presidente da Central Única dos Mototaxistas, Paulo Falcão, comentou que apesar da insatisfação de alguns mototaxistas – foto: divulgação

Aproximadamente 250 mototaxistas devem disputar nos próximos dias, por meio de sorteio, uma das 180 vagas que habilitam os candidatos para o serviço de mototáxi em Manaus. Os mesmos ficaram empatados no número de pontos no processo licitatório. A lista contendo os nomes dos aprovados foi divulgada, na última terça-feira, e publicada na edição de ontem do Diário Oficial do Município (DOM).

No total, a lista divulgou 2.515 nomes, porém a licitação está ofertando apenas 1.635 vagas. De acordo com o presidente da Superintendência Municipal de Transportes Urbanos (SMTU), Pedro Carvalho, o número de classificados é maior devido à quantidade de licitantes que obtiveram 60 pontos ou mais.

“Estão classificados os proponentes que alcançaram 60 pontos ou mais. Como a quantidade de licitantes que obtiveram os 60 pontos é maior do que a de vagas, a forma prevista no edital é por meio de um sorteio”, explicou Carvalho.

O presidente da Central Única dos Mototaxistas, Paulo Falcão, comentou que apesar da insatisfação de alguns mototaxistas, não há motivos para briga, já que o edital deixou claro que as notas superiores a 60 ganhariam classificação direta e que as inferiores a 60 não estariam aptas. “Quem empatou com 60 pontos vai ter que disputar o sorteio e isso já estava previsto no edital. Poucos ficarão de fora, vamos esperar o término desse processo de classificação”, disse.

Mesmo sendo a favor do processo de regularização da categoria, Falcão se diz insatisfeito com a fiscalização dos mototaxistas clandestinos, por parte da SMTU. Para ele, é preciso que o órgão tenha mais rigor ao fiscalizar, uma vez que todos os regularizados investiram em motocicletas, fardamento e equipamentos novos para atender uma exigência da própria SMTU.

“A SMTU faz fiscalização, mas não de forma suficiente, porque a gente tem que ficar cobrando deles. Nós tivemos prazo para fazer tudo que era preciso para ficar dentro da lei, pagamos INSS, seguro que cobre condutor e passageiro, além de pagar diversos impostos. Por isso precisamos de uma ação eficiente”, reclamou.

Ele chamou a atenção para o fato de que a categoria sofre com o aumento de crimes na cidade envolvendo pessoas com roupas de mototaxista. De acordo com ele, pelo menos 30% dos crimes na capital estão relacionados a pessoas com farda de mototáxi. “O bando que utiliza nosso fardamento para cometer assaltos e crimes deixa uma mancha na nossa categoria. Eles estão infiltrados na sociedade disfarçados de profissionais e não está havendo nenhuma fiscalização para conter isso”, destacou.

Por Michelle Freitas

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