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Sociedade de geriatria lança campanha de prevenção ao herpes-zóster

O tratamento é feito a base de antivirais para tentar diminuir a replicação do vírus e a intensidade da doença - foto: reprodução

O tratamento é feito a base de antivirais para tentar diminuir a replicação do vírus e a intensidade da doença – foto: reprodução

O brasileiro ainda não tem conhecimento completo sobre as complicações de saúde causadas pelo herpes-zóster, uma infecção viral que provoca vesículas na pele. A conclusão é da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia (SBGG), que lançou hoje (4) uma campanha de esclarecimento da população sobre a doença.

A diretora científica da entidade, Maisa Kairalla, informou que a melhor forma de identificar a doença é por uma consulta médica. Como sinais, ela apontou lesões vermelhas de pele e com a evolução a criação de crostas escurecidas.

O atraso no diagnóstico é um dos maiores problemas. “Em geral as pessoas procuram três médicos para fazer o diagnóstico, então há um retardo que prejudica o tratamento. O que a gente gostaria é que as pessoas pensassem realmente que pode ser herpes-zóster, para ela ser melhor identificada. A pessoa precisa ter lesão de pele e ela coça e dói. Às vezes, a gente pensa que é um inseto ou uma alergia, e na verdade, são sintomas. No início, ela coça bastante e a pessoa procura um médico por isso. O melhor é procurar um médico”, aconselhou, em entrevista à Agência Brasil.

A médica disse que a prevenção pode ser feita por uma vacina que ainda não está disponível na rede pública do Brasil. Além disso, o custo é elevado.

“Essa vacina é apenas privada, custa em média R$ 450 e ainda não está disponível no sistema público. É nova no Brasil, cerca de um ano e há quase dez anos aprovada nos Estados Unidos. É uma vacina com eficácia acima de 70% contra a doença do herpes-zóster e a nossa perspectiva é que no futuro seja adotada por toda a população”, contou.

Maisa Kairalla informou que o tratamento é feito a base de antivirais para tentar diminuir a replicação do vírus e a intensidade da doença.

“O pior do herpes-zóster é uma consequência que ele traz que é uma dor causada pela lesão do nervo onde ele se instalou. Isso pode durar anos e piora a qualidade de vida e reduz a funcionalidade do paciente muitas vezes fica deprimido porque não consegue nem se vestir se for um zóster ocular pode cegar”, explicou.

A médica informou ainda que a doença tem maior incidência em idosos, e é por isso que a vacina é indicada para pessoas a partir dos 50 anos. Segundo ela, pesquisas dos Estados Unidos, indicam que uma em cada três pessoas desenvolverá herpes-zóster durante a vida, atingindo 50% entre os indivíduos acima dos 85 anos de idade.

A diretora afirmou que no Brasil não existe um controle do número de pacientes, porque não é uma doença de notificação compulsória. “A gente tem muito retardo no diagnóstico ou não tem o diagnóstico, mas a gente estima que a população brasileira seja próxima dessa daí [das pesquisas americanas]”, destacou.

A médica espera que a campanha seja um alerta para o Ministério da Saúde inclua a vacina no calendário vacinal do país. Atualmente, só as clínicas de vacinação da rede privada dispõem deste tipo de prevenção da doença.

Por Agência Brasil

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