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Sobe para 23 total de mortos em desabamento de viaduto na Índia; 5 funcionários de construtora foram presos

O viaduto em construção desabou por volta da hora do almoço, numa zona densamente povoada da cidade indiana - foto: Piyal Adhikary/Agência Lusa

O viaduto em construção desabou por volta da hora do almoço, numa zona densamente povoada da cidade indiana – foto: Piyal Adhikary/Agência Lusa

As autoridades indianas elevaram nesta sexta-feira (1º) para 23 o número de mortos no desabamento na quinta-feira de um viaduto em construção em Calcutá, no leste do país, onde as operações de resgate entram na fase final.

O novo balanço foi informado à agência EFE por fonte da polícia que indicou que as operações, das quais participam o exército e a força nacional de resposta a desastres, estão perto de acabar.

O mesmo responsável indicou que 20 das vítimas são homens e três mulheres e que continuam hospitalizados 14 dos 76 feridos. As peças de maior envergadura da infraestrutura e a maioria dos escombros foram removidos do local. A polícia investiga a empresa construtora Ivrcl pelo desmoronamento parcial da ponte Vivekananda.

Uma câmara de segurança recolheu imagens da infraestrutura que atingiu pedestres, viaturas e lojas. O viaduto tinha dois quilômetros.

Ele estava em construção desde 2009 e deveria ficar pronto nos próximos 18 meses, mas houve atrasos e apenas 55% da obra estavam finalizados.

Cinco funcionários detidos
A polícia indiana abriu inquérito hoje para apurar suspeita de homicídio culposo contra a empreiteira responsável pela construção do viaduto que desabou em Calcutá, matando essas 23 pessoas e ferindo ao menos 80.

Cinco funcionários da IVRCL, companhia que construía o viaduto, foram detidos e estão sendo interrogados pela polícia.

Equipes de resgate trabalharam durante a noite com guindastes e britadeiras para retirar partes de concreto e vigas de aço do viaduto que desabou e atingiu pedestres e veículos em uma avenida movimentada, em região comercial da cidade.

Segundo a polícia, das 80 pessoa resgatadas, muitas gravemente feridas, 39 ainda estão hospitalizadas.

As equipes de resgate disseram que não há chances de encontrar sobreviventes.
“Não há possibilidade de encontrar mais nenhuma pessoa viva”, disse S.S. Guleria, vice-inspetor da Força Nacional de Resposta a Desastres.

Quedas de construções são comuns na Índia, onde as regulamentações são falhas e os empreiteiros frequentemente usam materiais abaixo dos padrões de qualidade.

Por Agência Brasil e Folhapress

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