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Sob nova direção, tênis de mesa amazonense passa por mudanças e terá uma nova casa no início de 2017

Legenda: Para o secretário da Sejel, Fabrício Lima, um espaço próximo ao adequado possibilita a descoberta de novos talentos – foto: Márcio Melo

Para o secretário da Sejel, Fabrício Lima, um espaço próximo ao adequado possibilita a descoberta de novos talentos – foto: Márcio Melo

O ano de 2016 está chegando ao fim, e com ele o final de uma era no tênis de mesa amazonense. Sob nova direção há três meses e com sua ‘casa’ passando por uma reforma completa, a modalidade desponta como uma forte candidata à fonte de medalhas e conquistas para o Estado na próxima temporada.

Atleta, técnico e agora presidente da Federação de Tênis de Mesa do Amazonas (FTMA), Israel Barreto será o responsável por apontar os rumos da modalidade no Estado até 2018. Com o trabalho apenas no começo, o dirigente traça os planos que tem em mente.

“Estamos organizando a federação. Queremos voltar com tudo, com os eventos que fazíamos, como as etapas do Campeonato Amazonense e outros torneios realizados pela entidade. Nosso objetivo é alcançar novos talentos, tanto no olímpico como no paralímpico. Para isso, estamos organizando e fazendo um calendário forte de eventos”, revela Barreto.

Com três clubes que atualmente ministram treinos e servem como escolinhas para os praticantes do tênis de mesa em Manaus – Associação do Pessoal da Caixa Econômica Federal (Apcef-AM), La Salle e Adalberto Vale -, o presidente da FTMA vê a modalidade no Estado com bons olhos e não muito distante das principais potências nacionais.

“Hoje, temos dois atletas que estão treinando em São Paulo, ambos compõem a seleção brasileira. Esse ano, tivemos um projeto da Confederação em Manaus, chamado ‘Detecção de Talentos’, que visa garimpar novos talentos da modalidade, entre 8 e 12 anos. Tivemos a participação de 28 atletas nesta faixa etária. Nosso objetivo é aumentar a quantidade de garotos nesta faixa etária e dar condições para aqueles que treinam buscando um alto nível, e trabalhar também para que possamos ter vários adeptos em todos os níveis, do iniciante ao avançado”, explica o dirigente.

Potência

A ideia de Barreto é fortalecer o tênis de mesa amazonense em todas as categorias, com pelo menos três nomes fortes em cada. Para colaborar com a sua gestão, ele terá à disposição, a partir do início do ano que vem, o ginásio da modalidade, localizado nas dependências da Vila Olímpica, todo remodelado.

Fechado desde o mês passado, a reforma no espaço custará R$ 326.758. O prazo para a obra ser concluída é de 90 dias, mas devido ao período chuvoso que se aproxima, o ginásio deve ser entregue em fevereiro de 2017. O local terá uma arquibancada com capacidade para 200 pessoas.

“É um anseio antigo dos atletas de tênis de mesa essa reforma. Na verdade, a quadra foi adaptada, não foi construída para isso. E lá é muito quente, não oferecia as condições ideais e a minha ideia é rebaixar o teto, fechar, por questão de segurança, e climatizar dentro das normas deles, até porque o vento do ar-condicionado pode prejudicar o andamento da bolinha”, ilustra o titular da Secretaria de Estado de Juventude, Esporte e Lazer (Sejel), Fabrício Lima.

Estrutura para descobrir talentos

Segundo Fabrício Lima, é importante deixar claro que o novo ginásio de tênis de mesa só renderá frutos a médio/longo prazo. Para ele, mais do que investir em estrutura, é necessário qualificar a mão de obra humana, fazendo com que treinadores e atletas evoluam dentro da modalidade e alcancem outro patamar.

“Se nós já revelamos talentos naquelas condições, que não eram as melhores, mas eram as que tinha, imagina com um espaço próximo do ideal. Estou em conversas com o presidente da confederação de tênis de mesa, já tive uma conversa bem bacana com o Hugo Hoyama, para fazermos um intercâmbio. O (espaço) físico conta, mas o material humano conta mais ainda. A ideia é caminhar nesse paralelo”, destaca Fabrício.

Se o clima antes era uma das reclamações feitas pelos adeptos do tênis de mesa no ginásio da Vila Olímpica, eles não terão mais esse problema. Com a reforma, o espaço terá revestimento término refletivo nano thermic 1, material que ameniza o calor no interior do ambiente em aproximadamente 35%. Além disso, serão instalados no local outros seis condicionadores de ar.

“Depois de pronto, num segundo momento, estamos conversando muito em Brasília sobre a questão do material olímpico, estamos buscando essa parceria para tentar captar o material do Ministério do Esporte ou até das Olimpíadas mesmo. Estamos trabalhando em cima de todos os editais. O que eu tenho dito muito é que é um trabalho a médio longo prazo. Esse trabalho é para 8, 12 anos”, finaliza o titular da Sejel.

André Tobias
Jornal EM TEMPO

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