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‘Smarts’ serão o futuro da televisão brasileira

Especialistas debatem futuro da televisão brasileira em evento realizado pela LG, em SP - foto: Emerson Quaresma

Especialistas debatem futuro da televisão brasileira em evento realizado pela LG, em SP – foto: Emerson Quaresma

Até 2015,mais de 50% das TVs vendidas no Brasil serão smart, conforme dados divulgados pela LG Eletronics do Brasil, em São Paulo, durante a segunda edição do Fórum webOS, que debate o consumo de conteúdo desse tipo de TV, no país.

Com as descobertas do consumidor brasileiro sobre os benefícios das smarts produzidas pela indústria, os investimentos em conteúdo ultra HD (4k), por parte das operadoras e programadoras de TV por assinatura, seguem em expansão e geram desafios aos desenvolvedores de aplicativos.

O gerente de produtos da LG, Renato Almeida, apontou que 72% do portfólio de TVs são conectadas e 92% delas já são webOS, nas versões 1.0 e 2.0, entre aparelhos de 32 a 105 polegadas. “É uma plataforma leve para viver a experiência da smart TV ao carregar o conteúdo e navegar. Facilitamos a usabilidade mesmo daqueles consumidores que tem banda larga de internet um pouco menor”, disse.

Para o gerente de produtos da LG, a indústria sempre fez esse papel de puxar toda a cadeia, o que vem ao encontro dos investimentos gradativos das operadoras para garantir a democratização do acesso a esse tipo de produto. “É lógico que, a nível nacional, vamos nos deparar com cenários diferentes, mas a maturação vai acontecer e torcemos para que seja o mais rápido possível”, apontou.

Conteúdo

Quanto a produção de filmes e séries em 4K que ganham o gosto dos consumidores que buscam alta qualidade de imagem, interação e conectividade para as suas TVs, o vice-presidente de marketing da Netflix para América Latina, Vinícius Lossaco, apontou que o brasileiro já se adaptou ao formato ofertado pela empresa.

No entanto, ele se negou a falar da regulamentação dos serviços Over The Top (OTTs), sugerida pelo ministro das Comunicações, Ricardo Berzoini, no começo de agosto.

Adaptação

O gerente de tecnologia da Globosat, Cassiano Froes, apontou que as programadora trabalha para se adaptar a mudança de comportamento do consumidor brasileiro. Segundo ele, no país há muito espaço para o segmento de TV por assinatura crescer, mas, reconheceu que de 2014 para 2015 o mercado enfrenta uma desaceleração no volume de novos contratos.

Froes observou que o conteúdo está se polarizando. Para o conteúdo ao vivo como notícias, shows e partidas de futebol ele disse que tem o espaço garantido nos canais lineares.

Mas, para se adaptar ao novo momento ele falou que a Globosat se rendeu ao mercado de aplicativos e criou o Telecine Play, com acesso para TVs, tablets e smartphones, o que já garantiu mais de 10 milhões de downloads nos últimos anos, com 2 milhões de usuários cadastrados e uma média de 5,5 milhões de vídeos assistidos por mês.

*O repórter viajou a convite da LG

Por Emerson Quaresma

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