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Economia Produção de motos cresce 47%
08/03/2010
Foto: Divulgação
![]() Na comparação mensal, o mês de fevereiro ficou em desvantagem no quesito produção em relação a janeiro
Andrés Pascal Especial para o EM TEMPO
O primeiro bimestre de 2010 trouxe números positivos para o setor de motocicletas, que fechou o período com alta de 47,4% na produção. Bastante afetado pelos efeitos da crise econômica mundial, o segmento produziu 250,4 mil motocicletas nos dois primeiros meses do ano, segundo dados da Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares (Abraciclo). Para a entidade, o resultado traz otimismo, pois representa uma possível recuperação do setor.
De acordo com o presidente da Abraciclo, Paulo Shuiti Takeuchi, o crescimento esperado pelas empresas está se confirmando, mas a recuperação total do setor deve demorar para acontecer. “Estamos dentro das expectativas criadas, e tenho certeza que 2010 será melhor que 2009. Mas acredito que não iremos alcançar o mesmo desempenho obtido antes da crise econômica”. O dirigente ressaltou que o primeiro bimestre do ano passado foi o auge da recessão econômica, fato que deve ser levado em consideração.
Na comparação mensal, o mês de fevereiro ficou em desvantagem em relação a janeiro. A queda entre os dois meses foi de 4,4%, com 122,4 mil unidades no mês passado e 128 mil no primeiro mês do ano. “Essa queda é facilmente explicada. Fevereiro é um mês mais curto que janeiro, principalmente por culpa do Carnaval. Com um número menor de dias úteis, é normal que a produção caia também. Isso acontece todos os anos na indústria”, explicou.
Com relação às vendas para o mercado interno, os números também são positivos. Fevereiro registrou vendas de 116.262 motocicletas para as concessionárias, o que representou um aumento de 3,7% se levado em consideração os dias úteis. Isso também se refletiu no emplacamento de motocicletas, que cresceu 10% neste período. “Janeiro não foi bom, mas fevereiro recuperou os números. Esperamos que março seja bom, pois acredito que o consumidor vai aproveitar o último mês dos incentivos fiscais”, disse.
Apenas no mercado externo os números continuam negativos e sem expectativa de recuperação rápida. Takeuchi apontou uma série de motivos para o fraco desempenho das exportações do Polo Industrial de Manaus (PIM) nos últimos meses “Nossas motos perderam a competitividade lá fora, e o câmbio desfavorece as exportações. Para piorar, os países que são compradores dos nossos produtos ainda não se recuperaram da crise, e diminuíram o volume de compras”, concluiu
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