GARCIA NETO
Equipe do EM TEMPO
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O vereador Wilton Lira (PTB) protocolizou, ontem, na Câmara Municipal de Manaus (CMM) requerimento pedindo a instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para apurar irregularidades no sistema de transporte coletivo de Manaus. O pedido teve a adesão de 19 dos 38 vereadores com assento na Casa, dos quais nove governistas, cinco oposicionistas e cinco independentes.
A CPI vai investigar o contrato de concorrência pública que teve como vencedor o Consórcio Transmanaus; as ações administrativas dos últimos cinco anos do Instituto Municipal de Transporte e Trânsito (IMTT); os critérios de concesão dos veículos que operam no sistema de transporte alternativo e executivo; a concessão dos veículos que operam no sistema de transporte de kombi-lotação; a concessão das placas de táxi autorizadas nos últimos cinco anos e as ações realizadas para a melhoria do sistema de transporte coletivo de Manaus.
A apresentação do novo texto, na quarta-feira passada (3), provocou bate-boca acirrado entre as várias tendências, com destaque para o vereador Marcelo Ramos (PSB) – que não concordava com a proposta de investigar somente os quatro anos da administração do ex-prefeito Serafim Corrêa (PSB) e um ano da atual administração do prefeito Amazonino Mendes (PTB). Se aprovada a CPI, Marcelo será convocado a prestar esclarecimentos sobre sua gestão à frente do IMTT e explicar por que não solucionou a questão dos coletivos de Manaus. Para Marcelo e Elias Emanuel (PSB), aliados de Serafim, a CPI do vereador Lira é direcionada para proteger o pré-candidato ao governo e ex-prefeito Alfredo Nascimento (PR) e o próprio presidente da Câmara, Luiz Alberto Carijó (PTB), “candidatíssimo a deputado federal”, segundo Emanuel.
O presidente Carijó deverá receber o pedido na segunda-feira e despachar para a Procuradoria da Casa que vai emitir um parecer a respeito do pedido de CPI. Carijó disse, na semana passada, que todos os pedidos serão medidos pelo peso dos fundamentos e alertou que não permitirá que a Câmara Municipal se transforme em trampolim eleitoreiro. “O ano é atípico, é eleitoral. E isto pode ser a ponta do iceberg para a instalação de um bom palanque eleitoral, e isso não permitirei”, advertiu o presidente.
Neste sentido, Carijó lembrou a posição que adotou no início do mês passsado, quando determinou arquivamento, de forma monocrática, de uma proposta de abertura de CPI que investigaria o sistema de transporte coletivo desde o ano 2000. O vereador Hissa Abrahão (PPS), autor do pedido, ingressou com mandado judicial para garantir que sua CPI fosse aceita pela Casa. Hissa ainda aguarda o resultado de sua ação.
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