Andrés Pascal
Especial para o EM TEMPO
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Com uma proposta de R$ 499,5 milhões, a Andrade Gutierrez foi a empresa vencedora da concorrência pública para a construção da Arena Verde, estádio que substituirá o Vivaldo Lima na Copa do Mundo de 2014. O resultado, no entanto, ainda pode ser modificado, pois a Odebrecht, que foi a empresa derrotada, tem até a sexta-feira da semana que vem para recorrer da decisão. Se o processo prosseguir sem recursos, as obras iniciam ainda neste mês.
A abertura dos envelopes, que aconteceu na última sexta-feira, revelou uma diferença de mais de R$ 5 milhões entre as propostas. Enquanto a Andrade Gutierrez apresentou um custo exato de R$ 499.508.704,17, a construtora Odebrecht cobrou pela mesma obra o valor de R$ 504.746.793,70. Coincidentemente a segunda empresa não compareceu ontem à apresentação dos resultados, na sede da Comissão Geral de Licitação (CGL), e também não apresentou recurso imediato. O prazo para esta medida termina na semana que vem.
De acordo com o presidente da CGL, Epitácio Neto, este primeiro resultado será publicado hoje no Diário Oficial da União (DOU), e a decisão final, se houver recursos, será homologada em duas semanas. “Se a Odebretch abdicar da decisão de recorrer, o processo termina ainda na primeira quinzena deste mês. A Secretaria de Estado de Infraestrutura (Estado) já está pronta para assinar a ordem de serviço e iniciar as obras”, garantiu.
Geração de 1,5 mil
empregos
Segundo o diretor comercial da Andrade Gutierrez, Márcio Andrade, a empresa também está se preparando para iniciar as obras. Assim que a ordem de serviço for assinada pela Seinf, o projeto será reavaliado e as contratações iniciarão. A expectativa da empresa é gerar aproximadamente 1,5 mil novos empregos, sendo que a metade será contratada já no próximo mês. “Em abril deve ser realizada a demolição e a avaliação dos projetos, e neste período já teremos um bom número de profissionais”.
Para vencer a escassez de mão de obra qualificada no Estado, a empresa iniciará também um processo de treinamento e qualificação de profissionais da área. “É uma obra bastante complexa, e em alguns serviços específicos precisaremos trazer pessoas de fora para contribuir. Mas nossa ideia é aproveitar ao máximo os trabalhadores de Manaus, e realizar uma qualificação. Isso contribuirá, inclusive, com o setor de construção civil no Estado”, comentou.
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