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Indignação Parentes de socióloga morta denuncia impunidade de PM
04/03/2010
Nilson Belém Equipe do Em Tempo Inconformadas com o que consideram lentidão nas investigações sobre o crime, os familiares da socióloga Josélia Maciel, 35, executada diante do filho com um tiro na nuca, os familiares decidiram procurar as vereadoras Mirtes Salles (PP) e Cida Gurgell (PRP), integrantes da Comissão dos Direitos da Mulher da Câmara Municipal de Manaus (CMM) para pedir celeridade no caso e denunciar a impunidade no acusado. Josélia foi assassinada pelo marido, o soldado da 6º Companhia Interativa Comunitária (6º Cicom), Heliton Socorro Freitas em casa no conjunto Beija-Flor, no bairro de Flores, na última sexta-feira, 26. A aposentada Sônia Maciel, 64, e Jilcleide Maciel, 37, respectivamente mãe e irmã da vítima, estão inconformados pelo fato do acusado ainda estar em liberdade mesmo existindo depoimentos de testemunhas e provas que o apontam como o autor do homicídio. Os familiares mostraram às vereadoras cópia de um espelho do site do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM), comprovando que o policial possui antecedentes criminais. De acordo com o documento, Heliton responde a seis processos criminais, um deles por homicídio doloso por ter assassinado Luzanira Torres da Silva, morta também a tiros em 1997. “Quero que as autoridades me respondam como um psicopata com um histórico de violência e crimes ainda está na polícia?”, questionou Jilcleide. Os parentes lembraram do histórico de violência e agressões praticadas pelo acusado antes de cometer o homicídio. O último ocorreu dentro do quartel da 6ª Cicom quando o soldado arrastou Josélia com seu carro por aproximadamente 90 metros. “Foi a partir daí que ela decidiu pedir a separação e ele não aceitou e decidiu assassiná-la”, contou a mãe. Após ouvir os familiares da vítima, a vereadora Mirtes Salles (PP) afirmou que as agressões sofridas pela vítima, testemunhadas por dezenas de pessoas, somadas ao fato de o crime ter sido presenciado pelo filho, são elementos suficientes para que a Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS) solicite a prisão preventiva do acusado e a Polícia Militar instaure um processo administrativo para expulsar o suspeito da corporação. “Não podemos ficar calados diante de uma monstruosidade dessa. A Polícia Militar também tem de investigar, já que o suspeito é da corporação”, afirmou Mirtes Sales.
Impunidade Para a vereadora, a impunidade no caso, abre um precedente perigoso para que crime semelhante, com o mesmo autor e mesmas características, venha a se repetir na capital amazonense. “Esse crime não pode cair no esquecimento como aconteceu com o ‘Caso Fred’ (como ficou conhecida a série de assassinatos iniciados após a morte da estudante Daniele Damasceno). Vou cobrar até o fim. A sociedade e os familiares da Josélia querem uma resposta para o caso”, afirmou, hoje, em pronunciamento, na Câmara Municipal. O delegado geral de Polícia Civil, Mário César Nunes, informou que providências foram tomadas como a instauração de um inquérito para investigar o crime na Delegacia Especializada de Homicídios e Seqüestros (Dehs). Hoje, às 08h, os familiares de Josélia serão recebidos pelo delgado Arlindo Almeida, que afirmou que o caso está sendo apurado.
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