Foto: Alberto César Araújo
População que sofre com a precariedade do Transporte Coletivo aguarda uma solução para o problema
Garcia Neto
Especial para o EM TEMPO
politica@emtempo.com.br
Assim que tomou conhecimento de que seria protocolizado, ontem, um pedido de instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para apurar irregularidades no sistema de transporte coletivo de Manaus, o presidente da Câmara Municipal de Manaus (CMM), Luiz Alberto Carijó (PTB), disse que não é contrário aos trabalhos de uma CPI, desde que ela não coloque em jogo a integridade da instituição e dos próprios vereadores perante a opinião pública. O autor da proposta, vereador Wilton Lira (PTB), informou que até as 16h de ontem o pedido já tinha a adesão dos vereadores José Ricardo Wendling (PT) e de Hissa Abrahão (PPS), totalizando 15 assinaturas. Lira deve protocolizar ainda hoje o pedido de instauração da CPI, “que deverá investigar todo o sistema em Manaus”, segundo ele.
O presidente prometeu que assim que receber o pedido de abertura da CPI, o encaminhará à procuradoria da Casa para depois emitir seu parecer na forma regimental. Carijó voltou a advertir que não permitirá que a Câmara se transforme num palco eleitoral, “já que estamos em ano eleitoral: isso aqui não é teatro”, disse ele, ressaltando que primeiramente terá de conhecer os fatos contidos no pedido e no posicionamento da procuradoria da Casa, para então decidir pela abertura ou arquivamento do pedido.
O presidente está tendo postura diferente da que teve no início do mês passado, quando determinou monocraticamente o arquivamento de uma proposta de abertura de CPI – que investigaria o sistema de transporte coletivo até o ano de 2000 – de autoria do vereador Hissa Abrahão (PPS). Diante da reação de Carijó, Abrahão ingressou com um mandado de segurança com pedido de liminar junto ao Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM) para que seu pedido fosse aceito pela Casa. O parlamentar ainda espera resultado.
As articulações para a adesão ao pedido estão sendo feitas pelos vereadores da base governista, Wilker Barreto (PHS) e Isaac Tayah (PTB). Ontem pela manhã os parlamentares tiveram uma conversa sobre a CPI com o prefeito Amazonino Mendes (PTB) de quem receberam sinal positivo. Tayah disse que Mendes é a favor da Comissão, mas quem decide é a Câmara, “que deve ir a fundo nas investigações”.
A CPI vai revisar o contrato de concorrência pública, que teve como vencedor o Consórcio Transmanaus; o abandono do sistema do Expresso, financiado pelo BNDES, e a atual administração do Instituto Municipal de Trânsito e Transporte Urbano (IMTT).
As investigações vão fazer uma devassa na administração do ano de 2009 do atual prefeito, e dos prefeitos anteriores, incluindo a gestão do presidente Luiz Alberto Carijó, que garantiu que assina a CPI contra ele mesmo. “Quando passei pela prefeitura não fiz nenhuma contratação, não comprei nada, não negociei com ninguém. Portanto, não tenho nada a temer, se for preciso investigar o meu passado como prefeito, podem investigar”, afirmou.
Em 03/03/2010 - 09:30:19,
Paulo Sergio postou:
A abertura de uma CPI dará mais transparencia sobre os contratos e a gestão dos governantes municipais. Não queremos que uma CPI neutra.