Dia a dia

Sistema irá monitorar população propensas a vulnerabilidade climática no Amazonas

Projeto desenvolvido em parceria entre o MMA, Fiocruz e Ipaam  estuda impacto do clima entre os moradores de várias regiões do país - foto: divulgação

Projeto desenvolvido em parceria entre o MMA, Fiocruz e Ipaam estuda impacto do clima entre os moradores de várias regiões do país – foto: divulgação

Com intuito de estudar os principais riscos gerados pelo aquecimento global às populações ribeirinhas da região amazônica, e de outros cinco estados, o Ministério do Meio Ambiente (MMA), a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), e o Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam) estão desenvolvendo um software que irá analisar a vulnerabilidade sobre essas mudanças climáticas no país.

Entre os dados que serão estudados para calcular os índices de vulnerabilidade de cada região brasileira, bem como dos municípios que serão avaliados, estão dados sobre a população, preservação ambiental, ocorrência de fenômenos extremos (tempestades) e doenças relacionadas ao clima, como dengue e leishmaniose. A partir da inserção dessas informações no software, é possível calcular o Índice de Vulnerabilidade aos Impactos de Mudança Climática, por região estudada.

Conforme a pesquisadora e Fiocruz, no Sistema de Vulnerabilidade Climática (SisVuClima), Carina Margorari, são entendidas como populações vulneráveis as pessoas que sofrem em função das mudanças climáticas. Segundo ela, essas mudanças são ocasionadas pelas emissões dos gases de efeito estufa e pelo desmatamento em diversas regiões do país, bem como na Amazônia. “Existe agora um levantamento de dados sobre as populações de risco, como os ribeirinhos, as pessoas que se envolvem diretamente com a natureza e dependem dos recursos naturais para sobreviver”, explicou.

Atualmente, informou Margorari, está sendo desenvolvido apenas uma base de dados de todos os municípios do Amazonas, para se chegar a uma metodologia de estudo e pesquisas das regiões mais propensas às mudanças climáticas no Estado. “O software dará como resultado final os mapas que irão mostrar quais são as áreas mais vulneráveis. A primeira versão do programa será mostrada em agosto. A ideia do projeto é tentar diminuir os impactos das mudanças climáticas nas populações ribeirinhas”, afirmou Carina.

Peculiaridades

De acordo com o secretário estadual de Meio Ambiente (Sema), Antônio Stroski, a Sema terá um papel articulador com outras instituições no trabalho de pesquisa e repasse de dados, que serão utilizados no projeto. “Vamos reunir os dados necessários para a implementação da ferramenta no Amazonas.  Temos o papel de indicar onde será que a ferramenta precisa ser ajustada”, assegurou Stroski.

Segundo ele, o Amazonas foi escolhido por ser o bioma mais indicado para estudar toda a região Norte. “Temos muitas particularidades que precisam ser estudadas, muito distintos dentro do próprio Estado, como o regime de cheias, uma grande extensão de áreas de várzea.  Sabemos que o regime de precipitação das calhas dos rios que compõe o Solimões é diferente dos regimes do rio Negro. Então tudo isso precisa ser estudado sobre o impacto ambiental causado”, explicou.

 

Por Stênio Urbano

Comentar

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Subir