Dia a dia

Sinetram aguarda decisão da Justiça sobre reajuste de tarifa

O sindicato que já obteve na Justiça uma liminar concedida pelo Supremo Tribunal Federal (STF), autorizando o reajuste no preço da tarifa, depende da sentença do Tjam, para de fato, aplicar o novo valor, que seria de R$ 3,55 - foto: Márcio Melo

O sindicato que já obteve na Justiça uma liminar concedida pelo STF, autorizando o reajuste no preço da tarifa que seria de R$ 3,55 – foto: Márcio Melo

A aplicação do novo reajuste da tarifa do transporte público de Manaus, depende agora da decisão do Tribunal de Justiça do Amazonas (Tjam) conforme informações do Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado do Amazonas (Sinetram). De acordo com o assessor jurídico da entidade, Fernando Borges, o sindicato que já obteve na Justiça uma liminar concedida pelo Supremo Tribunal Federal (STF), autorizando o reajuste no preço da tarifa, depende da sentença do Tjam, para de fato, aplicar o novo valor, que seria de R$ 3,55.

“Tem um recurso para ser julgado no Tjam, nesse mês de junho. Somente após a apreciação deste processo é que o Sinetram poderá reajustar a tarifa. Depois que ocorreu o julgamento do mérito no STF, não tivemos mais contato com a prefeitura. Vamos aguardar a posição do tribunal ”, informou Borges.

Assim como o reajuste da tarifa, a data base dos rodoviários está nas mãos da Justiça. Após várias rodadas de negociações, sem avanços, os empresários e trabalhadores optaram por deixar o Tribunal Regional do Trabalho do Amazonas (TRT-AM), decidir o reajuste salarial.

No mês passado, após várias paralisações, o presidente do Sindicato dos Rodoviários, Givanci Oliveira, decidiu suspender as greves-relâmpagos e disse que não avaliaria mais nenhuma proposta posterior feita pelos empresários, e que aguardará a decisão da Justiça sobre o reajuste salarial.

“Não queremos mais acordo, agora a decisão sobre o nosso reajuste ficará por conta do julgamento do Tribunal do Trabalho. A direção do sindicato dos rodoviários está satisfeita com a postura do vice-presidente do TRT e relator do dissídio, desembargador Lairton José Veloso, que se comprometeu em julgar a nossa data-base até a primeira quinzena de junho, o que deixou a categoria bastante otimista. O prefeito Arthur Neto, fez um apelo e nos convenceu a usar toda a estrutura da prefeitura para forçar os empresários a assinar o acordo que garante o julgamento do nosso dissídio sem que haja extinção. Agora estamos trabalhando juntos para que possamos vencer mais essa etapa”, salientou.

Já o assessor jurídico do Sinetram, Fernando Borges, disse que a proposta apresentada pelos trabalhadores estava fora da realidade econômica do sistema de transporte e voltou a comentar sobre a redução no valor do reajuste dos rodoviários, como uma das medidas para continuar honrando com o pagamento salarial da categoria.

 

Por Gerson Freitas

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