Economia

Sindicatos querem reunir 5 mil trabalhadores em protesto na Zona Oeste de Manaus

Trabalhadores de várias categorias e setores prometem fazer um manifesto geral e paralisar o trânsito da Zona Oeste de Manaus nesta sexta-feira (29), para chamar atenção das autoridades em protesto contra as mudanças do governo federal para implantação do ajuste fiscal, que incluem corte de orçamento e redução de benefícios trabalhistas.


A expectativa dos organizadores é reunir pelo menos entre 4 e 5 mil trabalhadores no ato público.

O movimento, que também acontece no Brasil inteiro, em atendimento à convocação da Central Única do Trabalho (CUT), terá a concentração dos manifestantes na avenida Coronel Teixeira (antiga estrada da Ponta Negra), nas imediações da altura da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias (a ‘Igreja dos Mórmons’).

Entre as categorias participantes estão o Sindicato dos Metalúrgicos do Amazonas (SindMetal), Sindicato dos Trabalhadores na Construção Civil de Manaus (Sintracomec), Sindicato dos Empregados no Comercio Hoteleiro e Similares do Estado do Amazonas (SECHS), o Sindicato dos Trabalhadores da Indústria de Material Plástico de Manaus (Sindplast), Sindicato dos Trabalhadores das Empresas de Transportes Especiais de Manaus e entidades trabalhistas, como CUT e Confederação Nacional dos Metalúrgicos (CNM).

O presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do Amazonas (Sindmetal-AM), João Brandão, adiantou que a categoria, que representa a maior parte dos trabalhadores que atuam no Polo Industrial de Manaus (PIM), vai aproveitar a data para reforçar sua campanha salarial, além de cobrar outras medidas.

“Queremos um reajuste salarial de 15%, o que é possível, pois na medida em que as empresas diminuem custos demitindo trabalhadores, elas continuam com o mesmo patamar de lucro. Nós queremos nossa parte por direito desse lucro. Fazem cinco anos que estamos conseguindo atingir nossos objetivos. E espero que nesse não seja diferente”, frisou

Já o presidente do Sintracomec, Cícero Custódio, disse que a data será mais um oportunidade para que os trabalhadores da construção civil de Manaus reforcem pleitos antigos, que incluem a concessão de benefícios trabalhistas comuns a outras categorias.

“Nós vamos trabalhar com três linhas de reivindicações, que é a falta de segurança dos nossos trabalhadores. Recentemente morreram trabalhadores por falta de segurança. Vamos reforçar também a necessidade de aumento salarial e nos manifestar contra a lei da terceirização”, encerrou.

Por Joandres Xavier (especial EM TEMPO Online)

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