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Sindicato dos rodoviários decide não paralisar nos próximos dias

A assembleia foi realizada na manhã desta terça-feira (30) - foto: Ione Moreno

A assembleia foi realizada na manhã desta terça-feira (30) – foto: Ione Moreno

Após realizar uma assembleia a portas fechadas, o Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários de Manaus (STTRM) decidiu não realizar nenhuma greve do transporte coletivo nos próximos dias.

Segundo o presidente do sindicato, Givancir Oliveira, os trabalhadores decidiram buscar apoio da Justiça do Trabalho e do Prefeito de Manaus Arthur Neto. “A categoria decidiu que devemos buscar primeiro a Justiça do Trabalho e tentar conversar com o prefeito.  Após as negociações, caso sejam frustradas, o sindicato pode deflagrar a greve”, disse.

De acordo com Givancir, nesta segunda-feira (29), STTRM recebeu uma copia da ação judicial do Tribunal Regional do Trabalho da 11º Região, expedida pelo juiz do trabalho substituto, Gleydson Ney Silva da Rocha, que obriga a empresa Vega Transportes a pagar o dissídio coletivo dos trabalhadores.

A empresa tem o prazo de 15 dias para cumprir a ordem, caso contrário, deverá responder ao artigo 461 do Código de Processo Civil, com multa diária de R$20mil para cada trabalhador. No documento, o juiz determina que a empresa Vega Transportes poderá ter sua multa agravada a qualquer tempo, caso a decisão não resulte os efeitos pedagógicos.

“O juiz determinou que a empresa cumprisse com sua obrigação e elas não cumpriram. Eles estão pagando por semana o nosso vale lanche, sendo que era para pagar por mês. A decisão da Justiça diz que o cartão  alimentação tem que ter acessos a supermercado como Carrefour ou DB, mas nós não temos.  Queremos deixar claro que o Sindicato das Empresas de Transportes Urbanos do Amazonas (Sinetram) está faltando com a verdade”, disse.

Givancir destacou que vai tentar se reunir com o prefeito ainda esta semana, para expor os problemas em que vivem os trabalhadores e o próprio sindicato, pois segundo ele, 90% da receita do STTRM foi bloqueada pela Justiça, o que impede  o pagamento e os benefícios dos funcionários.

“ Não estamos conseguindo pagar os nossos funcionários. Estamos até com a conta de luz atrasada. Com isso, também somos impedidos de ajudar os nossos trabalhadores sindicalizados”, comentou.

Em nota o Sinetram informou que as empresas estão cumprindo com todos os acordos feitos com os colaboradores. Não havendo, portanto, nenhuma pendência relacionada à falta de pagamento de salários ou benefícios. O sindicato esclareceu ainda, que não vai comentar movimento com objetivos políticos.

Por Michelle Freitas

 

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