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Siglas apostam nas redes sociais como ferramenta aliada para candidatos neste pleito

Desde as eleições de 2010 que o uso das redes sociais e internet nas campanhas eleitorais estão liberados pela Justiça- foto: reprodução

Desde as eleições de 2010 que o uso das redes sociais e internet nas campanhas eleitorais estão liberados pela Justiça- foto: reprodução

Com um teto fixado em R$ 6,7 milhões de gastos para candidaturas majoritárias no 1º turno e R$ 2 milhões, no 2º turno, nesta campanha eleitoral e R$ 19,9 milhões para candidaturas de vereadores, estipulados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), dirigentes de partidos políticos no Amazonas apostam nas redes sociais como uma ferramenta de divulgação de seus candidatos e uma alternativa mais barata para equilibrar as despesas da campanha eleitoral e não ultrapassar à norma da Justiça Eleitoral.

Para estipular estes valores, o TSE tomou como base os gastos declarados nas eleições municipais de 2012, em que o maior gasto registrado na candidatura majoritária foi de R$ 13,4 milhões e, para vereador, o custo total foi de R$ 28,5 milhões.

Para o secretário-geral do PMDB, Miguel Capobiango, a redução de gastos nesta campanha, principalmente na contratação de cabos eleitorais será uma consequência direta do cenário de crise financeira que ainda atinge o Estado. Ele acrescentou que as campanhas eleitorais deste ano serão planejadas dentro dessa perspectiva de limites.

A proibição da doação empresarial também é outro fator que vai impactar negativamente nessas eleições, salientou Capobiango. “E, por conta de todos esses fatores, a internet passa a ser uma alternativa. Primeiro por ser um meio mais barato, e outra, por ter uma maior concentração de volume de pessoas que utilizam as ferramentas de redes sociais”, analisou o dirigente.

“O gasto com o pessoal de uma forma geral vai reduzir, uma vez que não vai haver recurso para pagar. E sobre a redução de recursos no material impresso, entre santinhos, banners, e outdoors, eu acredito que hoje em dia esse tipo de material tem um peso muito pequeno no volume de gastos nas campanhas, pois os investimentos de mídias, na internet passa ocupar um maior espaço”, acrescentou Capobiango.

O presidente regional do PSDB, Mário Barros, informou que a sigla está preparada, que organizou seu diretório e que deve lançar em todo Estado entre 27 a 30 pré-candidatos a prefeitos, inclusive o de Manaus, Arthur Neto, candidato natural à reeleição.

Quanto ao custo da campanha, que este ano é bem menor em relação aos anos anteriores, ele afirmou que a proibição do financiamento empresarial alterou, substancialmente, o coração da campanha. “Com a redução dos prazos de campanhas, obrigatoriamente você gasta menos. E a própria lei já estipulou o valor que os candidatos devem gastar. E nós do PSDB estamos seguindo essas orientações, e estamos orientando nossos pré-candidatos”, disse Mário.

No PCdoB, segundo o presidente regional, Antônio Levino, a sigla vai trabalhar conforme o regulamento estipulado pelo TSE. “No nosso caso, especificamente, isso não traz muitos prejuízos, uma vez que sempre trabalhamos com muitas restrições orçamentárias. Isso deve impactar de certa forma em campanhas que eram consideradas milionárias”, observou.

Além do teto de gastos estipulados e do fim das doações empresariais, as novas regras para as eleições deste ano, aprovadas ano passado no Congresso Nacional e sancionadas pela presidente Dilma, determina a redução no prazo das eleições de 90 para 45 dias, além da padronização dos materiais que serão utilizados pelos candidatos.

Levino explica que as redes sociais, que já foram bastante utilizadas nas eleições anteriores, poderão ser uma alternativa para os candidatos. No entanto, frisou, o PCdoB terá que fazer um balanço conforme o perfil de cada candidato.

Já o presidente regional do PP, Francisco Garcia, a sigla só vai começar o planejamento dos gastos nas eleições ne mês de março. Segundo ele, está sendo estudado como cada partido vai agir e que, neste momento, o PP procura entender melhor e lei para poder cumpri-la satisfatoriamente. “Estamos estudando para tentar evitar problemas futuros, estamos recomendando os candidatos para que não façam besteiras, uma vez que a lei foi feita para ser cumprida”, frisou Garcia.

Sobre a disponibilidade de pré-candidatos lançarem seus perfis nas redes sociais, Francisco conta que essa questão tem que ser bastante estudada. Conforme ele, deve existir o levantamento de perfil dos pré-candidatos e que tudo depende do cenário político, conhecendo os pretensos à eleição.

Mudanças igualam partidos

Presidente do Solidariedade, o vice-governador Henrique Oliveira conta que a mudança da minirreforma eleitoral e o valor estipulado para gastos em campanhas acaba por igualar todas a legendas, já que anteriormente esses gastos aconteciam de forma desproporcional e que partidos pequenos sempre saíam prejudicados.

Henrique afirma que o próprio cenário político que o país vem enfrentando, com as operações da Polícia Federal, as empresas que antes financiavam campanhas vão evitar colocar seus nomes em uma ficha de doação que vai ser levada ao TRE em uma prestação de contas.

“O Solidariedade sempre foi a favor dessa reforma eleitoral e sempre vamos continuar batalhando para quem tem menos possa concorrer uma eleição de igual para igual. E nesse ponto temos menos que os outros. Temos menos tempo de televisão, menos verba partidária, isso muito longe do que outros grandes partidos”, disse o vice-governador.

Segundo ele, uma eleição não pode ser vencida por meio de propaganda de TV e, sim, por meio de um histórico de trabalho realizado em prol de toda a sociedade. Para economizar nos gastos eleitorais, ele afirma que o SDD vai usar de toda a criatividade, isso trabalhando com as ferramentas das mídias sociais.

Por Henderson Martins

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