Economia

Setor rural deixará de receber R$ 1,3 milhão

Na capital amazonense há 1,4 mil produtores sindicalizados e, no Estado, devem existir mais de 360 mil produtores rurais que deveriam ser beneficiados com o Seguro Rural – Divulgação

A economia amazonense deixará de receber, aproximadamente, R$ 1,3 milhão neste ano, valor que deveria ser repassado pelo governo federal, por meio do programa Seguro Rural. Com a apólice de seguro, o produtor pode minimizar suas perdas ao recuperar o capital investido na sua lavoura, prejudicada por fenômenos climáticos.

O benefício para os produtores rurais pode ser pleiteado por qualquer pessoa física ou jurídica que cultive ou produza espécies contempladas pelo programa, que é concedido pelo Ministério da Agricultura.

De acordo com o presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Manaus e coordenador da rede territorial do Conselho Estadual de Desenvolvimento Rural Sustentável (CEDRS), Raimundo Castilho, um impasse entre o governo estadual e o Conselho de Desenvolvimento Rural acabou inviabilizando o projeto no Estado.

Conforme o presidente, na capital amazonense há 1,4 mil produtores sindicalizados e, no Estado, devem existir, mais de 360 mil produtores rurais que deveriam ser beneficiados com o Seguro Rural.
O dirigente disse, ainda, que o prazo para concessão do benefício do Seguro Rural deveria se estender por um prazo de seis meses, pelo fato de a vazante ser mais lenta.

O presidente do sindicato dos trabalhadores explicou que não sabe, ao certo, como funcionam os benefícios do seguro rural. Entretanto, ele afirma que deveria funcionar igual ao seguro-defeso, o benefício pago aos pescadores profissionais, inclusive em seu valor real, de um salário mínimo que, atualmente, está na casa dos R$ 937.

Garantias

Segundo o presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Amazonas (Faea), Muni Lourenço, o seguro rural já vem sendo bastante pleiteado no Amazonas, para garantir uma indenização ao produtor rural, que acaba perdendo toda sua produção com os problemas climáticos.

O dirigente explicou que, no Amazonas, já existe o acesso ao seguro rural, mas de uma forma bastante tímida. Porém, para a implantação plena do seguro, o Amazonas deveria ter o “Zoneamento Ecológico e Econômico”, que não foi concluído. “A pouca disponibilização do seguro rural não é um problema apenas nosso, vários Estados têm pouco acesso ao benefício”, disse o presidente.

Henderson Martins

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