Economia

Setor produtivo tem 70% menos perdas com a cheia

Na cheia de 2014, nesse mesmo período, os prejuízos chegavam a R$ 199,7 milhões, conforme pesquisa do Idam, na época - foto: divulgação

Na cheia de 2014, nesse mesmo período, os prejuízos chegavam a R$ 199,7 milhões, conforme pesquisa do Idam, na época – foto: divulgação

Apesar do alarde por conta da cheia dos rios do Amazonas deste ano, que já atingiu 20 municípios e afeta quase 7,5 mil famílias, os prejuízos no setor produtivo do Estado são 68,1% menores em relação ao mesmo período do ano passado. Os cálculos são do Levantamento das Perdas Agrícolas da Cheia de 2015 divulgado ontem pelo Instituto de Desenvolvimento Agropecuário e Florestal Sustentável do Estado do Amazonas (Idam).

De acordo com o estudo, hoje os danos causados à agricultura e à pecuária amazonense giram em torno de R$ 63,7 milhões. Na cheia de 2014, nesse mesmo período, os prejuízos chegavam a R$ 199,7 milhões, conforme pesquisa do Idam, na época.

Envira, Iranduba e Careiro da Várzea (a 1.208, 27 e 25 quilômetros de Manaus, respectivamente) são os municípios amazonenses com o maior volume de perdas agrícola e pecuária com a cheia desse ano. Os três juntos somam mais de R$ 40,6 milhões de prejuízos.

No dia 13 de junho de 2014 havia 16 municípios do interior com perdas agropecuárias e 7.832 famílias atingidas pela enchente. Este ano são 20 municípios afetados e 7.409 famílias. No geral, 42 municípios estão em situação de emergência e dois em estado de calamidade pública, reconhecidos pela Defesa Civil Nacional.

O gerente de apoio à organização de produtores do Idam, Lázaro Reis, explicou que a disparidade dos dados se dá porque, na cheia do ano passado, o rio Madeira sofreu o maior impacto, diferente da atual realidade da região.

“Nesse mesmo período do ano passado, o município de Manicoré (a 332 quilômetros de Manaus), o maior produtor agrícola do Estado, principalmente de banana, mandioca e melancia, foi o mais atingido. Só ele registrava perdas de R$ 83 milhões. Já este ano, como o rio Madeira não encheu tanto, os prejuízos do Estado foram menores”, esclareceu Reis.

As maiores perdas ainda são na plantação de mandioca (R$ 21,9 milhões), couve (R$ 9,4 milhões), banana (R$ 8,8 milhões), hortaliças (R$ 3,2 milhões), pepino (R$ 2,6 milhões), feijão de metro (R$ 2,5 milhões), cebolinha (R$ 2,2 milhões), maracujá (R$ 2,3 milhões), abóbora (R$ 1,4 milhões), milho (R$ 1,2 milhões) e fibras (R$ 1,1 milhões). O prejuízo dos criadores pecuaristas se manteve com a média de R$ 485,4 mil (criação de suínos) e R$ 457,8 mil (bovinos).

 

Silane Souza Jornal EM TEMPO

 

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