Sem categoria

Setor primário no Amazonas acumula prejuízos com vazante

A banana foi um dos produtos que já registrou aumento por conta das condições climáticas no Estado, acompanhada por laranja, mamão e coco - foto: reprodução

A banana foi um dos produtos que já registrou aumento por conta das condições climáticas no Estado, acompanhada por laranja, mamão e coco – foto: reprodução

Após prejuízos causados pela cheia, a vazante deste ano que afetou os municípios dependentes economicamente do agronegócio no Amazonas gerou perdas de 60% para o setor primário e influenciou no preço dos produtos da feira aumentando em 70 %, no geral, para o consumidor final. Aliado aos prejuízos, feirantes alegam que foi necessário subir os preços para tentar reverter as perdas de 40% nas vendas.

Segundo o presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Amazonas (Faeam), Muni Lourenço Silva Júnior, os prejuízos econômicos já começaram, principalmente, em atividades que são desenvolvidas em terra firme – tanto agricultura como pecuária -, como por exemplo o polo produtor de fruticultura do Rio Preto da Eva que basicamente, é quase 100% feito em terra firme.

O presidente da federação enfatizou que são maiores os prejuízos sofridos em produtos como laranja, mamão, banana, coco e todos que são dependentes do uso da água, porém com a falta de chuva são geradas perdas de 60%. “Estamos vivenciando um momento delicado para a agricultura e pecuária do Amazonas com essa forte estiagem em decorrência do fenômeno El Niño, que causou um desequilíbrio nas questões climáticas da região”, disse.

Lourenço afirmou ainda que na pecuária as pastagens de terra firme estão bastante secas. Com isso, os animais têm perda de peso, além de queda na produção de leite, fazendo com que os produtores tenham que suportar um custo maior de produção com a aquisição de suplementação alimentar para substituir a ausência de pastagem com a compra de ração e casquinha de soja.

O dirigente classificou o momento como um quadro de grande impacto para a produção rural. “Nós estamos acompanhando de perto esses impactos e orientando os produtores rurais, tanto tecnicamente quanto no encaminhamento para que eles não possam ter dificuldade para honrar os compromissos financeiros, feitos por financiamentos rurais”, observou.

Conforme informações do Departamento de Assistência Técnica e Extensão Rural (Dater) do Instituto de Desenvolvimento Agropecuário e Florestal Sustentável do Estado do Amazonas (Idam), mesmo sendo histórica, a seca deste ano não atingiu um nível que se justifique fazer levantamento de prejuízos.

Segundo a Defesa Civil do Estado nenhum município do Amazonas está em estado de emergência por conta da vazante, mas há 15 cidades em estado de calamidade, ainda, por conta da cheia deste ano que, de acordo com o órgão, ainda resulta em prejuízos.

A Defesa Civil informou ainda que até dezembro essas cidades devem sair do estado de calamidade. Segundo o Idam, no período da cheia a agricultura e a pecuária amazonense amargou perdas no total de R$ 66.017.127,37.

Por Asafe Augusto

Comentar

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Subir