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Setor imobiliário busca por novo mercado no interior do Amazonas

O mercado imobiliário avança com construções e inaugurações, em cidades do interior do Amazonas, como Iranduba e Parintins, por exemplo. Embora ainda seja considerado um crescimento pontual por falta de demanda e da cultura de moradia vertical, os empresários avaliam que investir em municípios amazonenses pode ser uma saída para o setor, que vive, ainda, o desaquecimento do mercado em Manaus, por conta da recessão econômica.

Fora da Região Metropolitana de Manaus (RMM), o presidente da Associação de Empresas do Mercado Imobiliário do Amazonas (Ademi-AM), Romero Reis, disse que o mercado cresce de forma “tímida”, com poucas iniciativas individuais, desenvolvidas em pequena escala. Segundo ele, a única empresa associada à Ademi-AM que apostou no mercado de moradia vertical é a Azulay Construtora e Incorporadora, que entregou, recentemente, o condomínio Amazon Residence, no centro de Parintins (a 369 quilômetros de Manaus).

“Parintins é uma iniciativa única nesse mercado de moradia vertical, no interior do Estado. Em Tefé, tem uma de empreendimentos horizontais que estava parada. Iranduba é o mais forte, por estar na Região Metropolitana (de Manaus), com loteamento, condomínios fechados, e o Minha Casa, Minha Vida. Iranduba é um caso de sucesso, principalmente pela proximidade de Manaus e, especialmente, por conta da ponte sobre o rio Negro”, avalia Romero.

Potencialidade

Para o presidente da Ademi- AM, os municípios do interior mais distantes de Manaus são um mercado em potencial a longo prazo, que necessitam de desenvolvimento econômico e ampliação da massa habitacional, para que empresas os olhem como ambiente para grandes investimentos. “A maioria dos municípios conta com modelos econômicos baseados no primeiro setor, como Lábrea, Itacoatiara, Parintins, que são cidades polos, mas, que precisam de ações do governo para melhorar o desenvolvimento econômico”, avalia.

Romero observa que Manaus é, ainda, o grande mercado para empresas do setor imobiliário no Amazonas. Segundo ele, se a cidade, que tem hoje quase 2,1 milhões de habitantes, mantiver o crescimento populacional médio de 2% a 3%, ao ano, ela precisará de, pelo menos, 13 mil novos domicílios por ano. “Mas, o mercado não vem acompanhando esse crescimento nos últimos anos”, conta.

Por Emerson Quaresma

1 Comment

1 Comment

  1. Johnatan Figueiredo

    5 de julho de 2016 at 20:19

    Iranduba é a região que mais se desenvolveu durantes os últimos anos, e conforme meus conhecimentos no mercado imobiliário ainda estamos no começo de construir uma cidade totalmente planejada a poucos minutos de Manaus.

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