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Setor de serviços teve maior reajuste salarial no primeiro semestre de 2015

Empregados que atuam no setor de serviços foram os que mais tiveram aumento salarial no primeiro semestre deste ano, no Amazonas, de acordo com dados divulgados ontem pelo Dieese - foto: arquivo EM TEMPO

Empregados que atuam no setor de serviços foram os que mais tiveram aumento salarial no primeiro semestre deste ano, no Amazonas, de acordo com dados divulgados ontem pelo Dieese – foto: arquivo EM TEMPO

O setor de serviços apresentou a maior proporção de reajuste salarial no primeiro semestre de 2015. Foi o que apontou o estudo sobre o balanço de negociação dos reajustes salariais realizado pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).

Por outro lado, o setor da indústria é o que mais sente o momento econômico ao registrar, no primeiro deste ano, um cenário desfavorável em relação aos anos anteriores. De acordo com técnico do Dieese no Amazonas, Inaldo Seixas, o cenário desfavorável da indústria ainda pode mudar, pois nem todos os sindicatos do setor fizeram o fechamento das unidades de negociação.

“Em comparação a 2014, os resultados não são bons”, afirmou Seixas, ao atribuir o resultado ruim dos reajustes salários à crise econômica.

O vice-presidente da Federação do Comércio do Estado do Amazonas (Fecomércio) Anderson Frota, afirmou que todos os segmentos caminharão para o mesmo lado. Ele ressaltou que, em alguns meses, outros setores, além do de serviços, poderão reajustar os salários na taxa da inflação ou até um pouco a mais, mas sem ser um aumento expressivo.

“O país vive uma recessão, mas esperamos que possamos voltar para a estabilidade que tínhamos”, afirmou.

O estudo feito pelo Dieese apontou que, no primeiro semestre de 2015, 55,6% das nove unidades de negociação analisadas pelo Sistema de Acompanhamento de Salários (SAS-Dieese) no Amazonas conquistaram aumento real, ou seja, reajustes acima do Sistema Nacional de Índices de Preços ao Consumidor (INPC), medido pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Os ganhos registrados resultaram em ganhos de até 4% acima da inflação, com maior incidência na faixa do ganho entre 0,01% e 1% acima do índice.

Segundo o estudo, 33,3% das negociações não conseguiram repor a inflação medida pelo INPC e 11,1% do painel analisado obteve apenas reajustes iguais à inflação.

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Quando comparados aos reajustes obtidos pelas mesmas categorias nos últimos oito anos, é possível notar um aumento na proporção de reajustes iguais e abaixo do INPC. O percentual de reajustes iguais à inflação no primeiro semestre de 2015 se iguala ao observado em 2011, que tinha sido, até então, o maior percentual nessa faixa, com pouco mais de 11%.

Em relação aos reajustes abaixo da inflação, o percentual de aproximadamente 33% é igual aos verificado em 2013 e superior aos demais anos da série. Quando somados, os acordos que não obtiveram aumentos reais correspondem a 44,4%.

O valor médio do aumento real 0,39% reflete esse cenário desfavorável, registrando o menor nível do período.

Por Asafe Augusto (com informações da assessoria)

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