Economia

Setor da construção civil, em Manaus, leva demandas a Temer

Reunião será realizada hoje com presidente interino do país para debater a pauta de reivindicações dos empresários - foto: Marcio Melo

Reunião será realizada hoje com presidente interino do país para debater a pauta de reivindicações dos empresários – foto: Marcio Melo

Empresários amazonenses vão compor uma delegação do setor da construção civil do país que vai se encontrar nesta quinta-feira (11) com o presidente interino Michel Temer, no Palácio do Planalto, em Brasília.

Eles deverão apresentar uma extensa pauta de reivindicações que abrangem a reforma previdenciária, a mudança nas regras trabalhistas, o teto dos gastos do governo, a dinâmica da economia atual, a parceria público-privada e outras demandas da cadeia da construção civil.

São 80 empresários, membros da Câmara Brasileira da Industria da Construção (Cbic), além de arquitetos e engenheiros que buscam alinhar os planos de ambas as partes.

No Amazonas, o setor já acredita em uma recuperação no segundo semestre. O vice-presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Amazonas (Sinduscon-AM), Frank do Carmo Souza, afirmou que o setor precisa ter um “norte” diferenciado e mais claro em relação as apostas do governo.

“Essa questão o teto de gasto do governo é para ver se a gente consegue essa confiança dos investidores, esses são os anseios do setor, tentar atrair mais investimentos e pleitear parceria público-privada”, contou.

Nesse sentido, Frank detalhou que o setor entende que o governo está sem caixa no momento e, assim, a iniciativa privada pode entrar com a execução dessas obras, mas, para esses investimentos acontecerem, as empresas precisam de segurança jurídica e marcos reguladores.

Outra pauta importante a ser aborda é a questão da reforma trabalhista, ponto em que o setor tem interesse, pois tem participação efetiva na geração grande de empregos. Frank declarou que os empresários são penalizados por regras rígidas que podem ser tratadas entre o setor e o Ministério do Trabalho.

“A construção civil funciona com horários diferenciados e com obras que esticam mais. Dentro de um acordo, se consegue viabilizar a obra dentro do prazo, mas se for seguir todas as regras trabalhistas estritamente, já não é possível cumprir. Então, buscamos essa flexibilização das regras para que o empresário não seja tão penalizado”, declarou.

Por Joandres Xavier

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