Economia

Setor agropecuário do Amazonas amarga perdas de R$ 61,9 milhões com a cheia

Plantações de banana, entre outras, registraram perdas de R$ 8,7 milhões com a cheia - foto: arquivo EM TEMPO

Plantações de banana, entre outras, registraram perdas de R$ 8,7 milhões com a cheia – foto: arquivo EM TEMPO

O setor agropecuário do Amazonas já registrou perdas de mais de R$ 61,9 milhões com a cheia 2015, quase o dobro registrado há um mês quando o prejuízo atingia um volume de pouco mais de R$ 32,1 milhões.

Em torno de 5,6% do total, aproximadamente de R$ 3 milhões, foi financiado pelos produtores e agricultores rurais do Estado.

Os dados são do último Levantamento de Perdas Agrícolas da Produção Rural da Cheia de 2015, divulgado no dia 3, pelo Instituto de Desenvolvimento Rural e Florestal Sustentável do Amazonas (Idam).

A pesquisa revelou ainda que 7.218 famílias já foram atingidas com a cheia dos rios, 33 municípios estão em situação de emergência e um em estado de calamidade pública, reconhecidos pela Defesa Civil Nacional.

O estudo apontou que as maiores perdas agrícolas são na plantação de mandioca (R$ 20,3 milhões), couve (R$ 9,4 milhões), banana (R$ 8,7 milhões), hortaliças (R$ 3,2 milhões), pepino (R$ 2,6 milhões), feijão de metro (R$ 2,5 milhões), cebolinha (R$ 2,2 milhões), maracujá (R$ 2,2 milhões), abóbora (R$ 1,4 milhões), milho (R$ 1,2 milhões) e fibras (R$ 1,1 milhões). O prejuízo dos criadores pecuaristas se manteve com R$ 485,4 mil (criação de suínos) e R$ 457,8 mil (bovinos).

Fora do normal

Esse resultado, conforme o presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado do Amazonas (Faea), Muni Lourenço, deixa os produtores e agricultores tristes e preocupados. Ele destacou que a situação é grave e representa enormes prejuízos sociais e econômicos para milhares de famílias rurais.

“O que nos preocupa é que as cheias fora da normalidade estão se repetindo a quase quatro anos seguidos, quando antes aconteciam no intervalo de tempo maior”, enfatizou.

O superintendente regional do Banco da Amazônia, Miguel Nuno Seiffert Simões, garantiu que os produtores e agricultores que tem financiamento na instituição receberão tratamento diferenciado.

“O Banco da Amazônia vai buscar de todos os meios e suportes para que o negócio de quem for afetado pela cheia possa se recuperar depois. Para isso, participamos de fóruns que nos mostra de que forma ele pode ter o crédito restabelecido”, afirmou.

Por Silane Souza (Jornal EM TEMPO)

Comentar

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Subir