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Setor aéreo: Gol manterá cortes de voos em Manaus

empresa já havia anunciado que reduziria de 15% a 18% nas decolagens nacionais e internacionais, neste ano - foto: divulgação

empresa já havia anunciado que reduziria de 15% a 18% nas decolagens nacionais e internacionais, neste ano – foto: divulgação

A Gol Linhas Aéreas vai manter, a partir do dia 1º de maio, a sua programação de cortes de voos diretos de Manaus para pelo menos três destinos. A empresa já havia anunciado que reduziria de 15% a 18% nas decolagens nacionais e internacionais, neste ano no, e a capital do Amazonas ficará sem os voos regulares para Boa Vista (RR), Porto Velho (RO) e Fortaleza (CE).

Mesmo com a proposta do governo do Estado de reduzir de 12% para 7% a cobrança de Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) sobre o serviço aéreo, a empresa não voltou atrás e decidiu apenas manter cinco destinos com voos diretos de Manaus para Belém, Santarém, Rio de Janeiro, Brasília e São Paulo. A informação foi repassada pela empresa ao EM TEMPO, nesta quarta-feira (27).

A companhia informou ainda que a racionalidade de capacidade e otimização da malha visam ajustar a rede à atual demanda no cenário de crise econômica, que afeta o setor aéreo do país, com queda nas vendas de passagens. A empresa disse que poderá voltar a operar essas rotas quando o cenário econômico estiver novamente favorável no Brasil.

O secretário de Planejamento, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Seplan-CTI), Thomaz Nogueira, que na semana passada anunciou a retoma parcial de voos da TAM Linhas Aéreas, disse que respeita a decisão da Gol, e que os objetivos do Estado foram atingidos nas conversas com a TAM.

De acordo com ele, com a TAM, o Amazonas recuperou frequências para o Rio de Janeiro, Boa Vista e até mesmo Miami, além de incremento das ligações com São Paulo e Brasília. Sem voos diretos para Fortaleza, Nogueira afirmou que essa frequência será retomada em breve. “Para o momento de extrema crise, julgo mais do que adequado. Respeitamos a posição da Gol. Continuamos trabalhando para fortalecer a malha interna e regional, bem como outras alternativas internacionais, como Lima, Madrid e Bogotá”, explicou.

Na semana passada, o governo do Estado, em uma operação conjunta representado pelo titular da Seplan-CTI, Thomaz Nogueira, pela presidente da Empresa Estadual de Turismo (Amazonastur), Oreni Braga, pelo secretário de Estado da Fazenda do Amazonas (Sefaz-AM), Afonso Lobo, e pelo secretário de Administração, Evandro Melo, se reuniu para consolidar a retomada dos voos com TAM, fruto de reunião realizada há cerca de um mês em São Paulo.

Nas tratativas ficou definido que a companhia aérea retornará com uma frequência semanal para Miami (estava sem nenhuma); 19 frequências semanais para Brasília (estava apenas com 14); 17 frequências semanais para São Paulo (estava apenas com 14); duas frequências semanais para o Rio de Janeiro (estava sem nenhuma); três frequências semanais para Boa Vista (estava sem nenhuma); e sete frequências semanais para Belém (estava com 05).

Nogueira disse que os acordos com a Azul Linhas Aéreas deverão ser firmados no começo de maio, até a próxima terça-feira (3).

Trajetos mais longos 

Quem sente na pele os cortes dos voos das empresas aéreas são os consumidores. É o caso do juiz, Flávio Albuquerque, 35. Para ele, o corte dos voos de Manaus para Fortaleza foi uma “péssima” decisão das companhias aéreas para todos os moradores do Estado. “É horrível essa situação. Já não temos muitas opções de saídas de Manaus para o Nordeste. Aí tiram todos os voos que ligam a capital à Fortaleza. Outro trajeto que faço normalmente é para Maceió, que é péssimo também porque tenho que ir de Manaus para Brasília e de lá pegar um avião ao destino desejado”, contou.

Outra consumidora insatisfeita é a funcionária pública, Fátima Rodrigues, 51, que mora em Cruzeiro do Sul, no Estado do Acre.  Ela explicou que com o corte do voo de Manaus para Porto Velho, para a visitar a sua filha que mora na capital amazonense, ficará mais difícil. Se antes o trajeto de Fátima era de Cruzeiro do Sul para Rio Branco e de lá para Porto Velho e sem seguida para Manaus, agora depois de Rio Branco, ela precisará ir antes à Brasília, para voltar a Porto Velho e só depois seguir para Manaus.

“Antes era um voo de quatro horas e agora temos que ficar mais de oito, porque temos conexão no aeroporto de Brasília. É um transtorno para nós que com frequência utilizamos esse serviço”, avaliou a funcionária pública.

Por Kattiúcia Silveira

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