Economia

Setec-MCTI anuncia novo parque tecnológico para o Amazonas

Novo parque tecnológico anunciado para o Amazonas não deverá ser igual ao CBA e terá mais dinamismo – foto: divulgação

Novo parque tecnológico anunciado para o Amazonas não deverá ser igual ao CBA e terá mais dinamismo – foto: divulgação

“O Centro de Biotecnologia da Amazônia (CBA) é o melhor exemplo daquilo que não deve ser feito”. Foi com estas palavras que o secretário de Desenvolvimento, Tecnológico e Inovação do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (Setec/MCTI), Eron Bezerra, tratou de diferenciar o CBA do novo parque tecnológico no Amazonas.

Em reunião realizada ontem, na sede do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), ele anunciou que as tratativas para a instalação do espaço no Estado já estão em andamento.

“Nossa primeira medida será criar personalidade jurídica do parque, o que já está sendo feito a partir de hoje (ontem). Vamos trabalhar com o prazo de um mês para começar a definir as prioridades. O ministério (da Ciência, Tecnologia e Informação), junto com o parque, vai colocando as estruturas necessárias. É algo dinâmico, que não tem data para começar e nem para terminar”, explicou Bezerra.

Além do titular da Setec/MCTI, o coordenador-geral de serviços tecnológicos do órgão, Jorge Mario Campagnolo, esteve presente no encontro ao lado de representantes das principais instituições de ciência e tecnologia do Estado.

Ele avaliou a reunião como positiva e deixou claro que o próximo passo é, de fato, adequar o parque às leis para que não haja problemas futuros. “Vamos tentar ver qual o arranjo jurídico que vai ser dado na criação de um parque em que queremos reunir muitas instituições, junto com o setor empresarial e com o governo dando apoio. Além das instituições de tecnologia do Estado, o setor empresarial é fundamental. Inovação é negócio. Nós temos que criar um ambiente favorável para que novos negócios possam surgir”, divulgou Campagnolo.

Apoio da indústria
Para o presidente do Centro da Indústria do Estado do Amazonas (Cieam), Wilson Périco, o parque é uma boa ideia para o desenvolvimento de produtos e serviços necessários para o Polo Industrial de Manaus (PIM). Ele tratou de afastar a possibilidade do novo ente encontrar as mesmas dificuldades pela qual passa o CBA.

“Nós precisamos de produtos e a vontade do governo federal em trazer um parque desses para cá pode nos possibilitar e solucionar alguns problemas que enfrentamos. Nós vemos tudo isso com bons olhos e pode ter certeza que daremos nossa contribuição com ideias e sugestões”, concluiu o presidente do Cieam.

Por André Tobias

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