Dia a dia

Servidores públicos se unem em protestos contra reforma da Previdência

A maior parte dos manifestantes são servidores federais e professores estaduais – Janailton Falcão

Aderindo ao ato nacional de protesto contra as reformas trabalhistas e previdenciárias, servidores públicos do Amazonas realizaram na manhã desta quarta-feira (15) diversas manifestações em pontos estratégicos de Manaus.

A maior parte dos manifestantes eram servidores federais e professores estaduais que aproveitaram a ocasião para lembrar pautas locais que estão sendo discutidas há três anos, mas permanecem sem avanços nas negociações. Os movimentos foram realizados em frente à sede do governo, localizada na avenida Brasil, Zona Oeste, na Praça do Congresso, situada na rua Ramos Ferreira, Centro e na avenida André Araújo, Zona Sul.

Um dos coordenadores do manifesto dos professores, Lambert Melo, se referindo à reforma da previdência, disse que os trabalhadores não podem aceitar esse “golpe” calados. Lambert afirmou ainda que, se for preciso, novas paralisações serão realizadas até que essa proposta seja arquivada.

Na ocasião, o docente destacou que os professores também não vão aceitar mais um ano sem reajuste salarial. A data base da categoria venceu no último dia 1° deste mês e até agora a Seduc não se posicionou em relação a questão.

Servidores penitenciários também protestaram – Janailton Falcão

“Esse é o momento de lutarmos para garantirmos os nossos direitos. Hoje, além de pedirmos o fim da proposta dessa reforma imoral que trará prejuízos aos trabalhadores caso seja aprovada, também queremos nos reunir com o governador José Melo para sabermos da nossa Data Base. São três anos sem aumento salarial. Queremos os nossos 25% de reajuste que foram perdidos nesse período”, salientou Lambert.

Servidores federais que estiveram na Praça do Congresso protestando contra a PEC 287, pediam a abertura de uma CPI para investigar a proposta do governo federal de reformas, principalmente na previdência.

“Isso é um ataque violento. Essa proposta é uma passagem para a miséria do povo brasileiro. O único que terá vantagem com essa reforma será o Governo. Não temos outro caminho. Temos que ocupar as ruas do Brasil. Vamos em todos os órgãos expandir essa ideia. Eles querem empurrar as pessoas para aposentadoria compulsória e privatizar a previdência”, disse o diretor do Sindicato dos Servidores Públicos Federais do Amazonas (Sindsep-Am) Walter Matos.

Outros atos pacíficos também foram realizados em frente à Secretaria de Estado de Saúde (Susam), Zona Sul e na penitência Vidal Pessoa, Avenida 7 de setembro, no Centro.

Gerson Freitas
EM TEMPO

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