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Servidores federais reúnem 50 em protesto no Centro de Manaus e ameaçam greve

Manifestação ocorreu no Centro de Manaus, em sintonia com outros protestos organizados pela CUT e sindicatos em todo o país – foto: Joandres Xavier

Manifestação ocorreu na Praça do Congresso, na tarde desta sexta (29), em sintonia com outros protestos organizados pela CUT e sindicatos em todo o país – foto: Joandres Xavier

Cerca de 50 manifestantes de Manaus fizeram um ato público em adesão ao dia Nacional da paralisação dos servidores federais, na tarde desta sexta-feira (29), na Praça do Congresso, no Centro da capital, com a presença de sindicatos de várias categorias trabalhistas.


O protesto é organizado em cenário nacional pela Central Única do Trabalho (CUT), e contou com a presença de representantes do Sindicato dos Servidores Públicos Federais do Amazonas (Sindsep-AM), Sindicato dos Servidores da Justiça Eleitoral do Estado do Amazonas (Sinjeam), Sindicato Nacional dos Servidores Federais da Educação Básica e Profissionais (Sinasefe-AM), e Central Única do Trabalho no Amazonas (CUT-AM).

O ato consiste em marcar um contraponto em relação a medidas provisórias (MPs) que reduzem direitos trabalhistas, como a 664 e 665, e o Projeto de Lei 4330 que preveem alteração no seguro-desemprego, auxílio-doença e pensão por morte.  Os servidores também protestam contra o Projeto de Lei (PL) 4330 da chamada Lei da Terceirização, que permite a contratação de empresas terceirizadas para atividades fim.

“Com esse ato, objetivamos a greve geral. Amanhã (sábado, 30), tem uma plenária nacional em Brasília. Essa plenária poderá aprovar a greve no serviço público federal. Essa política do governo que vem aí vai ser um massacre para os servidores federais, estadual, municipal. E nós vamos ter que bater de frente com essa política do governo para conseguir algum ganho”, frisou o diretor executivo do Sindsep-AM, Walter Matos.

Demissões em massa

O agente de endemias Ozimar Moraes, lamentou sobre as recentes 472 demissões na Secretaria Municipal de Saúde (Semsa) e disse que tudo o que os trabalhadores querem é er ouvidos pelas autoridades.

“Nós fomos demitidos e nem sabemos o porquê disso. A gente quer que nos expliquem o porquê dessa demissão de trabalhadores que estão atuando ai há mais de dez, 15 anos”, lamentou.

O diretor executivo da CUT no Amazonas, Berenício Lima, explicou que o ato é em defesa dos trabalhadores, que estão sendo feridos por medidas que tiram direitos da categoria e que o momento é, mais do que nunca, de união.

“Os servidores tem que estar mobilizados juntos nessa luta. Essas decisões agridem os direitos dos trabalhadores, que são os primeiros a sentir o golpe. E com todos esses atos, nós estamos nos preparando para uma greve geral dos servidores federais”, destacou.

Neste sábado (30) acontece em Brasília uma reunião da Confederação Nacional dos Trabalhadores no Serviço Público Federal (Condsef), onde o assunto será discutido e será determinado se os servidores públicos federais entram ou não em greve.

Os servidores federais também querem a extensão dos benefícios da Lei 12.277/10 para todos. Essa Lei concedeu, em 2010, aumento salarial em torno de 78% para cinco cargos de nível superior e os demais servidores reclama que ficaram de fora.

Por Joandres Xavier (especial EM TEMPO Online)

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