Economia

Servidores e bancada do Amazonas debatem veto sobre a Suframa em Brasília

A luta dos servidores da Suframa continua em Brasília para derrubar o veto da presidente Dilma Rousseff à emenda da Medida Provisória 660/2014, que reestrutura a carreira dos servidores da autarquia. Os sindicalistas da Suframa contam com o apoio dos parlamentares amazonenses, com quem se reuniram na tarde desta quarta-feira (27) para discutir estratégias.


O coordenador da bancada, senador Omar Aziz, criticou a falta de ações. “Não podemos deixar esta insensibilidade com os servidores. Já era para ter sido feita uma proposta para eles e já era para ter sido resolvido. Não há aumento de salário dos servidores. É uma recuperação, criando condições para que os servidores possam trabalhar. Temos que achar uma solução o mais rápido possível”, alertou Omar Aziz.

O presidente do Sindicato dos Servidores da Suframa (Sindframa), Anderson Belchior contou os detalhes do encontro. “Os parlamentares [bancada do Amazonas] pediram para gente [servidores] conversar com outros parlamentares de outras bancadas, de outros estados que abrangem a Zona Franca, para explicar o que é a Suframa, o que ela faz, o que os servidores fazem. As pessoas acham que a Suframa só beneficia os cinco estados do norte que ela abrange como Amazonas, Roraima, Acre, Rondônia Amapá, mas na verdade ela beneficia todo Brasil até com geração de empregos. Ela é importante para todo país.”

Prejuízos da Greve

Em seu sétimo dia de andamento, a greve dos servidores da Suframa já totaliza um prejuízo acima de meio bilhão de reais, segundo os cálculos da Federação das Indústrias do Estado do Amazonas (Fieam). O déficit diário para o Polo Industrial de Manaus (PIM) pode chegar até R$130 milhões por dia e R$ 80 milhões só em arrecadações tributárias.

Anderson Belchior alerta que se a greve chegar a 47 dias de duração, os efeitos irão refletir diretamente na população geral.  “Apenas 30% das atividades da Suframa estão funcionando e, com o decorrer do tempo, os efeitos dessa queda de 70% das atividades vai começar a refletir diretamente na população do Estado”, disse.

Por (equipe EM TEMPO Online)

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