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Servidores dos Correios no Amazonas mantêm paralisação

 foto: divulgação

Se o requerimento dos trabalhadores não for atendido, a categoria irá cruzar os braços no dia 15 de setembro- foto: divulgação

Os funcionários dos Correios decidiram manter a paralisação, iniciada há 15 dias, em continuidade à campanha salarial da categoria.  A principal reivindicação é o reajuste de 43% no salário. De acordo com o Sindicato dos Trabalhadores do Correios do Amazonas (Sintect-AM), se o requerimento dos trabalhadores não for atendido, a categoria irá cruzar os braços no dia 15 de setembro.

De acordo com o presidente do Sintect-AM, Carlos Clei, a empresa terá até a data estipulada para atender as exigências dos funcionários.
O presidente do sindicato ressaltou ainda que as discussões estão em Brasília, e segundo ele, a Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas dos Correios e Similares (Fentect) busca dar rumo às negociações que parecem não caminhar. “Já deixamos nosso aviso. Se não cumprir com o que foi acordado e o reajuste não acontecer, uma grande paralisação nacional já está prevista. Se não negociar, trabalhador, o bicho vai pegar!”, ponderou.

Conforme Carlos, o piso inicial de R$ 1.089 é o pior e menor das empresas estatais do Brasil. Ele afirmou que a categoria exige piso salarial conforme estudo do Dieese, que seria de R$ 3.160. A campanha dos funcionários dos Correios pede reposição de 12% da inflação, de 22% de perdas salariais, aumento linear de R$ 300 e ticket-alimentação de R$ 40.

Ameaças
Os funcionários do Centro de Distribuição dos Correios (CDD) da Cachoeirinha ameaçaram cruzar os braços, ontem (14). Segundo Carlos Clei, a empresa não cumpriu suas promessas em reuniões anteriores. Carlos contou que, na reunião entre sindicato e Correios, a categoria conseguiu 90% das reivindicações.

Ele afirmou ainda que o motivo da repentina decisão de paralisar partiu dos próprios funcionários do CDD Cachoeirinha. “Na reunião ficou acertado que as entregas seriam matinais e, pela parte da tarde, os funcionários fariam outros serviços, como triagem e ordenamento, mas a empresa não queira cumprir e os funcionários iriam trabalhar no sol escaldante da tarde”, contou.

Prioridade
Em contrapartida,  em nota a empresa dos Correios informou que os objetos acumulados estão sendo tratados e entregues com prioridade.

 

Por Asafe Augusto

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