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Servidores do IML podem parar por 12 horas na segunda com ameaça de greve

A assembleia aconteceu no auditório do IML para discutir o reajuste salarial e melhores condições de trabalho - foto: divulgação/Sinpoeam

A assembleia aconteceu no auditório do IML para discutir o reajuste salarial e melhores condições de trabalho – foto: divulgação/Sinpoeam

Os peritos do Instituto Médico Legal (IML) deverão realizar uma paralisação dos serviços por 12 horas na próxima segunda-feira, dia 3. A decisão foi tomada em uma reunião entre servidores do  órgão e o sindicato dos Peritos Oficiais do Estado do Amazonas (SINPOEAM) realizada na tarde de quarta-feira (29).

A assembleia aconteceu no auditório do IML, localizado na avenida Noel Nutels, bairro Cidade Nova, Zona Norte. O perito criminal André Segundo, declarou que a categoria reivindica reajuste salarial e melhores condições de trabalho. A classe já mantém uma conversa com o governador José Melo (Pros) , mas caso não haja evolução durante as negociações, os servidores devem fazer uma paralisação de 12 horas e, a possibilidade de greve.

“Já está decidida uma paralisação de 12 horas para sensibilizar o governo. Os peritos não tiveram ajustes de salário merecido conforme a lei. Além disso, as condições de trabalho são precárias”, argumentou o perito.

Conforme André, os peritos inexplicavelmente não receberam reajuste salarial, como determina a lei. Ele ressalta apenas os delegados, investigadores e escrivães tiveram o aumento salarial. “Estamos buscando os nossos direitos e a valorização dos profissionais. Não queremos prejudicar a população”, disse.

A greve marcada para o dia 7 de agosto irá paralisar 100% os serviços do IML. Entretanto, em respeito a população, apenas os cadáveres serão recolhidos das ruas, porém não serão liberados as famílias, afirmou André. De acordo com a assessoria do IML, 192 peritos criminais trabalham no Estado na identificação humana – civil e criminal.

Risco à saúde

Um relatório foi entregue recente pelo Centro de Referencia Estadual de Saúde do Trabalhador (Cerest), órgão do Governo e integrante da Secretaria Estadual de Saúde (Susam), afirmando que os três institutos que compõe a instituição não têm condições de trabalho e colocam em risco a saúde dos Peritos Oficiais.

Entre as situações citadas, a exposição a produtos químicos tóxicos, riscos biológicos, em ambiente fechado e com pouca ventilação, além de espaço inadequado para armazenamento de produtos.

Por meio de nota, a Associação dos Peritos Oficiais do Amazonas esclarece que os peritos sempre se pautaram pelo cumprimento das normas vigentes na Instituição Polícia Civil.

Por Josemar Antunes

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