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Servidores denunciam más condições de trabalho em maternidade da Zona Sul

Imagens mostram algumas situações, que segundo os servidores, refletem a falta de estrutura e equipamento da maternidade - foto: divulgação

Imagens mostram algumas situações, que segundo os servidores, refletem a falta de estrutura e equipamento da maternidade – foto: divulgação

Os servidores da Maternidade Balbina Mestrinho, localizada no bairro Praça 14 de Janeiro, Zona Sul, denunciaram as péssimas condições de trabalho no local, nesta segunda-feira, por meio de fotos que circularam em algumas redes sociais.

Em uma das imagens é mostrada a falta de estrutura de equipamentos. Uma mulher grávida e hipertensa aguardava atendimento em cima de uma maca quebrada. O equipamento estaria danificado há tempos e vem sendo usado com frequência, para acomodações das pacientes.

Um dos servidores da maternidade, que preferiu não se identificar, informou que o prédio não tem condições de receber pacientes, pois o local está cheio de problemas de infraestrutura. Muitas das pacientes estão em macas largadas no corredor na espera de atendimento.

De acordo com os servidores, a situação na maternidade está um verdadeiro caos. O número de pacientes internadas nas enfermarias e acomodadas nos leitos já ultrapassa o permitido e os riscos aos pacientes só aumentam. Outro grave problema na instituição são as ameaças feitas pela direção aos funcionários caso denunciem tais condições.

“A direção chegou a advertir os profissionais da unidade, caso divulgassem as imagens e relatassem os problemas enfrentados na maternidade. Ele falou que se surgir uma denúncia o profissional será punido com transferência de unidade”, disse o servidor.

Emergência

Por meio de uma nota a Secretaria de Estado de Saúde (Susam) informou que a maca mostrada na foto não está quebrada. Trata-se de uma mesa de exames que  tem uma engrenagem de articulação no meio. A paciente mostrada chegou a unidade, removida de ambulância do município de Rio Preto da Eva, com quadro de hipertensão grave. No momento da admissão convulsionou e foi colocada na maca para atendimento de emergência.  Após ser estabilizada ela foi transferida para um leito, no pré-parto. A maternidade esclareceu que nas últimas 24 horas recebeu, uma demanda expressiva.

Por Josemar Antunes

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