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Servidores de 70 postos no exterior aderem à greve, diz Sinditamaraty

Segundo o  Sinditamaraty, já houve confirmação de 70 postos no exterior que aderiram ao movimento grevista - foto: reprodução

Segundo o Sinditamaraty, já houve confirmação de 70 postos no exterior que aderiram ao movimento grevista – foto: reprodução

Com buzinas, faixas, cartazes e camisetas, servidores do Ministério das Relações Exteriores (MRE) realizaram nesta terça-feira (12) uma manifestação em frente ao Palácio Itamaraty. Durante o protesto, eles pediram valorização do serviço exterior brasileiro. À tarde, em assembleia, os trabalhadores decidiram manter a greve. Segundo o Sindicato Nacional dos Servidores do Ministério das Relações Exteriores (Sinditamaraty), já houve confirmação de 70 postos no exterior que aderiram ao movimento grevista.

As principais reivindicações dos servidores são o pagamento em dia do auxílio-moradia no exterior e os reajustes salariais de assistentes de chancelaria, diplomatas e oficiais de chancelaria, além de concessão automática de passaporte diplomático a todos os membros do Serviço Exterior Brasileiro, que atualmente não contempla os assistentes de chancelaria.

Os servidores também pedem regras para os plantões consulares, diplomáticos e dos setores de comunicações dos postos no exterior, que hoje não têm regime de compensação de horas para quem os realiza.

A oficial de chancelaria Deborah Poyanco, que estava na manifestação e tem passaporte diplomático, considera uma discriminação os assistentes de chancelaria não terem o mesmo benefício. “O passaporte diplomático não representa custo extra e facilita muito a vida do servidor no exterior. Ele garante imunidade, isenção de alguns impostos e mais legitimidade em algumas missões. É um instrumento de trabalho”, disse.

Em ofício enviado ao sindicato no dia 16 de abril, o Itamaraty afirmou se solidarizar com o pleito da regularização e pagamento dos auxílios atrasados. Também informou estar empenhado na obtenção de verba para o repasse, que atualmente é insuficiente. O comando de greve quer que o órgão formalize ao Ministério do Planejamento o pleito sobre correção salarial e para que a verba de moradia seja incontingenciável.

“Não estamos lutando apenas pela valorização das carreiras, mas pelo Itamaraty como um todo, porque o MRE vem sofrendo cortes atrás de cortes de recursos. As embaixadas não estão pagando contas. Temos menos pessoal do que deveríamos nas embaixadas, afetando o atendimento aos brasileiros”, informou Deborah.

Procurado, o Itamaraty informou, como já tinha feito ao Sinditamaraty no dia 8 de maio, quando foi aprovada a greve em assembleia, que fará uso da prerrogativa legal de descontar o pagamento dos dias não trabalhados pelos servidores que, no Brasil e no exterior, tiverem aderido à paralisação.

Após reunião realizada hoje à tarde entre representantes dos trabalhadores e do MRE, o comando de greve decidiu antecipar a próxima assembleia, que aconteceria na quinta-feira (14), para amanhã (13), às 15h, no auditório do instituto Rio Branco. Às 17h, eles se reunirão com o secretário de Relações de Trabalho no Serviço Publico do Ministério do Planejamento, Sérgio Mendonça, para discutir os pleitos.

Por Agência Brasil

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