Economia

Servidores da Suframa se reúnem para debater propostas

O Sindframa acredita na derrubada do veto da presidente Dilma, previsto para o próximo dia 14 - foto: Henderson Martins

O Sindframa acredita na derrubada do veto da presidente Dilma, previsto para o próximo dia 14 – foto: Henderson Martins

Membros do Sindicato dos Servidores da Suframa (Sindframa) se reuniram com servidores da Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa) na manhã desta quinta-feira (2), para prestar esclarecimento sobre a greve, que já está em seu 43º dia.

Para o presidente do sindicato dos trabalhadores, Anderson Belchior, existe uma mistificação em relação ao agravante da greve e a crise do mercado. “Há um mito sobre a greve, a culpa da crise na economia no Brasil não é culpa da Suframa. Nós estamos com 30% de servidores trabalhando, não existe um desabastecimento de itens essenciais’, afirmou.

Após 43 dias de greve, Belchior relatou que o governo federal não se posicionou para criar uma proposta com os sindicato. Ele disse ainda, que a reestruturação do Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS) dos servidores da Suframa não causaria prejuízo para o governo federal. “Existe um descaso do governo federal. A reestruturação da carreira dos servidores significa apenas R$ 32 milhões, esse recurso é produzido aqui. O governo federal não vai gastar nada, a própria Suframa paga os salários”, pontuou.

A bancada do Amazonas, em Brasília, liderada pelo senador Omar Aziz (PSD) está trabalhando uma forma de derrubar o veto da presidente Dilma Rousseff (PT) previsto para acontecer na próxima terça-feira (14).

A previsão do Sindframa é que a greve continue até que aconteça a derrubada do veto da presidente.

O Amazonas ganhou força, quando o deputado federal, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), se posicionou a favor da reestruturação da PCCS dos servidores da Suframa, em coletiva com a impressa local na última segunda-feira (29).

“Sou a favor não apenas da reestruturação de carreia dos servidores, mas também da própria Suframa, para que seja símbolo de desenvolvimento econômico”, disse Cunha.

Com esse novo apoio o Sindframa acredita na derrubada do veto da presidente Dilma, previsto para o próximo dia 14.

De acordo com Centro de Indústrias do Estado do Amazonas (Cieam), o prejuízo com a greve chega no montante de R$ 2 bilhões.

O governador José Melo (Pros), entrou com ação judicial para que os servidores da Sefaz façam a liberação dos produtos retidos pelo agravante da greve.

Por Henderson Martins

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