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Servidores da Suframa decidem nesta sexta se entram ou não em greve

O presidente do Sindframa  informou que os funcionários se reunirão a partir das 15h de sexta-feira (15) - foto: arquivo EM TEMPO Online

O presidente do Sindframa informou que os funcionários se reunirão a partir das 15h de sexta-feira (15) – foto: arquivo EM TEMPO Online

Após o veto da presidente Dilma Rousseff à emenda da Medida Provisória n° 660/2014 referente à reestruturação do Plano de Cargo, Carreiras e Salários (PCCS), os servidores da Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa) decidem na tarde desta sexta-feira (15), em assembleia geral, se entrarão em greve.

A informação foi confirmada pelo presidente do Sindicato dos Servidores da Suframa (Sindframa), Anderson Belchior, na manhã desta quinta-feira (14) ao EM TEMPO Online. Ele informou que os funcionários se reunirão a partir das 15h.

O veto presidencial foi publicado na edição de segunda-feira (11) do Diário Oficial da União (DOU).  A categoria, que já conta com apoio da bancada amazonense no Congresso Nacional, agora se articula com outros parlamentares para derrubada do veto.

Conforme Belchior, caso os servidores decidam pela greve os prejuízos vão atingir os setores do comércio e indústria da capital. “Durante a greve realizada no ano passado, os prejuízos por dia foram de R$130 milhões para a indústria e mais de R$300 milhões para o comércio nos Estados do Amazonas, Acre, Rondônia, Roraima e Amapá”, apontou.

Para o presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas de Manaus, Ralph Assayag, os impactos no comércio devem começar logo nos primeiros 15 dias da greve, quando alguns produtos começarem a entrar em escassez e, consequentemente, o aumento dos preços for repassado ao consumidor, principalmente nos itens perecíveis. “O comércio já está pressionado pela crise e a greve só tende a agravar a situação”, ressaltou.

Embora entenda a necessidade dos funcionários da Suframa de reivindicarem melhores condições de trabalho e salários, o representante da classe lojista salienta que os servidores poderiam adotar outras formas de pressionar o governo, uma vez que, com o decorrer dos anos, as paralisações não têm surtido o efeito esperado.

“Os servidores deveriam adotar outro método para reivindicarem os seus direitos, pois já fizeram esse tipo de reivindicação e não tiveram resultado. Essa grave acaba prejudicando a população”, avaliou Assayag.

O presidente do Centro das Indústrias do Estado do Amazonas (Cieam), Wilson Périco, afirmou que apóia qualquer decisão dos servidores da autarquia. “A greve vai parar todas as atividades tanto da indústria quanto do comércio. Porém, com essa demonstração de descaso com a Suframa pelo governo federal, eu apoio qualquer decisão e acredito que a greve seja sim uma forma de pressionar a derrubada do veto”, concluiu.

Kattiúcia Silveira (equipe EM TEMPO Online)

 

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